segunda-feira, 21 de maio de 2018

Snowy, meu livro

Olá pessoal!!!!

Hoje venho bem feliz dar boas notícias!!!! O livro que escrevi um tempinho atrás finalmente foi publicado hoje na Amazon no formato ebook para o Kindle!

E qual a sensação, você deve estar se perguntando... Ainda não sei explicar, é aquela de "é isso mesmo? E agora, será que as pessoas vão gostar"?
Acho que é normal bater essas dúvidas e tantas outras, porém, de nada adianta escrever e não espalhar para o mundo ver, certo?

Segue abaixo o link para compra e a foto da capa para vocês conferirem!

Link :www.amazon.com.br/dp/B07D6SRXF3


quarta-feira, 9 de maio de 2018

RESENHA: Perdido em Marte


Autor Andy Weir
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Gênero: ficção científica
Nota: 4/5

Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Para quem curte livros de ficção científica com uma pegada menos teórica esse é o livro! Acompanhamos aqui a rotina de Mark Watney após ele se recuperar de um acidente e se ver sozinho em Marte. Ele se vê sem comunicação com a NASA e diante de um monte de obstáculos para sobreviver. O que nos prende a essa narrativa é a forma bem humorada do astronauta e a forma como ele desenrola os problemas que enfrenta no meio do caminho. O formato de diário de bordo criado pelo autor, na minha opinião, foi uma excelente sacada para vermos toda a situação pelos olhos de Mark. 
O desenrolar da trama é bem construído e nos deixa tenso em várias situações até o derradeiro momento onde vamos descobrir se ele consegue ou não ser salvo.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

RESENHA: Corte de Névoa e Fúria


Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Records, 2016
Gênero: Ficção, literatura fantástica
Páginas: 658
Nota: 5/5

Sinopse: Neste segundo volume da série, Feyre a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes dos 7 Grão- Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano, incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim,  ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz, pois um antigo mal, muito pior que Amarantha se agita no horizonte e ameaça o mundo  de humanos e feéricos.

Eu fiquei um tanto relutante em ler o segundo volume, pois li o primeiro (Corte de Espinhos e Rosas) e achei normal ( na verdade achando que era mais uma releitura de A Bela e a Fera). Mas neste segundo volume, não sei explicar o misto de emoções e sensações que liberou dentro de mim durante a leitura. 
Feyre, agora uma feérica de coração humano retorna para a Corte Primaveril com Tamlin e está em meio aos preparativos para seu casamento com ele. Porém, ela já não se sente como pertencente àquela Corte e se incomoda com isso. Além do casamento eminente ela precisa cumprir o acordo feito do Rhysand e passar 1 semana com ele na Corte Noturna. 
É aí que começa a estória. Feyre, se sentindo presa na Corte Primaveril se vê livre e acolhida com Rhys na Corte Noturna. A relação entre eles é um misto de sensações e ela não entende muito bem o que está acontecendo com ela em relação a ele e ao círculo de amigos íntimos do mesmo. 
Feyre precisa aprender a lidar com todos os poderes que recebeu dos Grão Feéricos e uma vez que decide trabalhar com Rhys  e seu grupo precisa rapidamente aprender a controlar e descobrir quais poderes herdou durante sua transforação. Ela precisa estar pronta para encarar uma ameaça maior que Amarantha e lidar com seus sentimentos, ao mesmo tempo.
A escrita da autora é muito boa e consegue prender sua atenção, pois a cada capítulo você fica com gostinho de quero mais e muitas e muitas vezes durante a leitura você se vê perguntando "Oi? Como assim?". Quem era vilão, de fato não é e o faz parecer por um motivo muito particular. A relação que Feyre vai desenvolvendo com Rhys é  crescente e a forma como ela começa a enxergar Tamlin e a Corte Primaveril vai mudando também. E novamente perguntamos "WTF?". A estória é envolvente e você fica cada vez mais preso e cativado pelos personagens.

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

RESENHA: O Morro dos Ventos Uivantes

Autora: Emily Brontë
Editora: Landmark
Páginas: 303
Gênero: Romance de época
Nota: 5/5

Escrito em 1847, único livro de Emily Brontë, hoje é considerado um dos clássicos da literatura inglesa.
Fui instigada pela Renierè do canal Palavras Radioativas (https://www.youtube.com/watch?v=qL1tz8xoXY4&t=3s) para o Projeto #conhecendoautores a ler Emily Brontë. E por ser um romance de época, pelo período em que se passa, achei que não iria curtir. Mas, para minha surpresa, devorei o livro e adorei!
Aqui conhecemos os Earnshaw, os Linton, famílias que moram no Alto e na Granja, consecutivamente e Heathcliff no meio delas, ao ser adotado ainda pequeno pelo patriarca dos Earnshaw.
Ficamos sabendo dos dramas entre ambas as famílias através da narrativa de Nelly Dean, governanta dessas famílias. Ela conta a Mr. Lookwood, novo inquilino de uma das mansões, pois este fica curioso a respeito do seu senhorio e da estranha família que com ele vive.
Conhecemos a relação entre Catherine Earnshaw e Heathcliff e todo o drama que permeia essa relação de afeto e amizade entre eles, quando Cathy casa-se com Edgar Linton, causando assim amargura e fúria em Heathcliff, fazendo com que a relação entre eles fique abalada.
Após tentativas de vingança por tudo que sofreu nas mãos na família Earnshaw, Heathcliff enfim alcança seus objetivos , porém vive atormentado por não ter a sua Cathy, seu amor junto de si. Após sua morte ele culpa os Linton e se arma cada vez mais com justificativas e planos para se vingar de Edgar.
O que vemos neste protagonista anti herói, mas que em nada pode ser odiado pelo leitor, é uma loucura disfarçada de raiva e sede de vingança por aqueles que o fizeram sofrer toda sorte de humilhação. Vemos o vazio que sente dentro de si e ele acaba por perceber que nada disso realmente valeria a pena e faria sentido, pois não traria Catherine de volta à vida.

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quarta-feira, 11 de abril de 2018

RESENHA - É assim que acaba



 
Editora: Galera Record
Gênero: Romance
Páginas: 368


Sinopse: Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade.

Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.


Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.


Resenha feita pela Carol Vasconcelos (colaboradora do blog):



“É Assim que Acaba” é um livro que desde o título nos instiga a saber o seu final, razão pela qual, apesar de suas 368 páginas, finalizei sua leitura em 2 dias. Mas não se iludam pensando que a velocidade da leitura se deve a boa qualidade da história ou da escrita. Na verdade eu queria saber até onde a autora iria desenvolver a ideia – que não passou do nível rasteiro.

Li o livro a convite da Dani para que fosse resenhado esse mês no blog e ela, inteligentemente, teve o cuidado de não me falar nada a respeito o que fez com que minhas opiniões nascessem naturalmente a cada passar de página.

O livro traz à tona a questão da violência doméstica, mas peca (e muito) ao romantizar uma série de comportamentos que deveriam ser repudiados.
Primeiro os personagens principais (tanto femininos quanto masculinos) são bem sucedidos e bonitos o que cria aquele ambiente de vida perfeita e felicidade material genuína que tanto encanta a todos, mas que não existe. Os homens são fortes, másculos, mãos e braços prontos para “proteger”. As mulheres lindas, perfeitas, padrão plastificado da nossa sociedade consumidora de imagem, bem sucedidas em tudo o que fazem (mesmo quando fazem vários nadas), são capazes de transformar um lugar abandonado em uma obra prima do Design de Interiores apenas vendo o Pinterest.
 Os clichês são tantos e tão vazios que irritam dada sua irrealidade (e absurdo), exemplo disso são as várias passagens nas quais o personagem principal masculino vilão (sim, tem um outro personagem masculino, o “bonzinho”) aparece (sempre depois de uma atitude ridícula) de uniforme hospitalar azul. Ora, esse uniforme é usado por profissionais de saúde durante cirurgias...Desculpe mas é até possível um médico ir buscar a namoradinha (saco de pancadas) no trabalho vestindo um jaleco (para se exibir já que essa é uma prática bastante contestada), mas ir com a roupa que se usa em CIRURGIA?! WTF? E pra transar? Pareceu-me uma das várias tentativas desesperadas – e malfadadas - da autora para envolver o leitor.
Aliás, o livro tem passagens sexualmente apelativas e fantasiosas que giram bastante em torno da profissão do personagem principal masculino vilão (que é médico). Não vou discutir aqui o gosto por esse gênero que tem tomado espaço no mercado editorial, mas o que me chama a atenção – e preocupa – é misturar um assunto tão delicado e importante (violência doméstica) com fantasia sexual apelativa e, ainda, objetificar a mulher.
O agressor é tratado como vítima, como se ele tivesse motivos suficientes para praticar a violência. Um detalhe curioso é que em determinado trecho do livro, quando é explicado o seu trauma (e a razão pela qual agride a própria mulher), o leitor é informado que esse personagem faz terapia desde os 8 anos....( Sim, desde os OITO anos!) Incrível como mesmo estando em tratamento há tanto tempo ainda não aprendeu a controlar suas emoções. Mas claro, é preciso justificar o injustificável afinal ele é bonito, educado, rico, bem sucedido, e com uma profissão tradicionalmente valorizada (ah sim, e transa bem!).
Um livro com tantos clichês só podia ter um final clichê e previsível; e, claro, protegendo sempre o agressor como se boa pessoa fosse, afinal o fato de bater em uma mulher e a violenta-la não passa de um pequeno defeito (como se fosse um nariz torto em um rosto tão bonito)
O que mais me decepcionou nessa obra (meu primeiro contato com os livros de Collen Hoover e talvez o último) foi ver um assunto tão importante ser tratado de forma banal. Me surpreendeu saber que a inspiração da autora veio de sua infância, época que testemunhava a mãe sofrer em um relacionamento violento e abusivo. Acredito que essa experiência poderia gerar um livro que alertasse as mulheres sobre sua importância e valor; que esclarecesse que amar não tem nada a ver com violência (seja física ou psicológica) e um agressor não ama a vitima, apenas faz dela degrau para seu ego doentio se manter nas alturas.
Um livro escrito por quem já vivenciou a dor de ver uma mulher sendo subjulgada e espancada deveria ter como função social alertar mulheres que vivem nessa situação de que elas podem e devem se afastar o mais rápido possível desses homens e que não há romance algum em apanhar e ouvir um “eu te amo” arrependido dito por alguém com as mãos ainda cheias de sangue que beija os hematomas por ele mesmo fabricados.
Um livro que não passa de uma capa bonita (ou talvez nem isso).