quarta-feira, 18 de abril de 2018

RESENHA: O Morro dos Ventos Uivantes

Autora: Emily Brontë
Editora: Landmark
Páginas: 303
Gênero: Romance de época
Nota: 5/5

Escrito em 1847, único livro de Emily Brontë, hoje é considerado um dos clássicos da literatura inglesa.
Fui instigada pela Renierè do canal Palavras Radioativas (https://www.youtube.com/watch?v=qL1tz8xoXY4&t=3s) para o Projeto #conhecendoautores a ler Emily Brontë. E por ser um romance de época, pelo período em que se passa, achei que não iria curtir. Mas, para minha surpresa, devorei o livro e adorei!
Aqui conhecemos os Earnshaw, os Linton, famílias que moram no Alto e na Granja, consecutivamente e Heathcliff no meio delas, ao ser adotado ainda pequeno pelo patriarca dos Earnshaw.
Ficamos sabendo dos dramas entre ambas as famílias através da narrativa de Nelly Dean, governanta dessas famílias. Ela conta a Mr. Lookwood, novo inquilino de uma das mansões, pois este fica curioso a respeito do seu senhorio e da estranha família que com ele vive.
Conhecemos a relação entre Catherine Earnshaw e Heathcliff e todo o drama que permeia essa relação de afeto e amizade entre eles, quando Cathy casa-se com Edgar Linton, causando assim amargura e fúria em Heathcliff, fazendo com que a relação entre eles fique abalada.
Após tentativas de vingança por tudo que sofreu nas mãos na família Earnshaw, Heathcliff enfim alcança seus objetivos , porém vive atormentado por não ter a sua Cathy, seu amor junto de si. Após sua morte ele culpa os Linton e se arma cada vez mais com justificativas e planos para se vingar de Edgar.
O que vemos neste protagonista anti herói, mas que em nada pode ser odiado pelo leitor, é uma loucura disfarçada de raiva e sede de vingança por aqueles que o fizeram sofrer toda sorte de humilhação. Vemos o vazio que sente dentro de si e ele acaba por perceber que nada disso realmente valeria a pena e faria sentido, pois não traria Catherine de volta à vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

RESENHA - É assim que acaba



 
Editora: Galera Record
Gênero: Romance
Páginas: 368


Sinopse: Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade.

Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.


Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.


Resenha feita pela Carol Vasconcelos (colaboradora do blog):



“É Assim que Acaba” é um livro que desde o título nos instiga a saber o seu final, razão pela qual, apesar de suas 368 páginas, finalizei sua leitura em 2 dias. Mas não se iludam pensando que a velocidade da leitura se deve a boa qualidade da história ou da escrita. Na verdade eu queria saber até onde a autora iria desenvolver a ideia – que não passou do nível rasteiro.

Li o livro a convite da Dani para que fosse resenhado esse mês no blog e ela, inteligentemente, teve o cuidado de não me falar nada a respeito o que fez com que minhas opiniões nascessem naturalmente a cada passar de página.

O livro traz à tona a questão da violência doméstica, mas peca (e muito) ao romantizar uma série de comportamentos que deveriam ser repudiados.
Primeiro os personagens principais (tanto femininos quanto masculinos) são bem sucedidos e bonitos o que cria aquele ambiente de vida perfeita e felicidade material genuína que tanto encanta a todos, mas que não existe. Os homens são fortes, másculos, mãos e braços prontos para “proteger”. As mulheres lindas, perfeitas, padrão plastificado da nossa sociedade consumidora de imagem, bem sucedidas em tudo o que fazem (mesmo quando fazem vários nadas), são capazes de transformar um lugar abandonado em uma obra prima do Design de Interiores apenas vendo o Pinterest.
 Os clichês são tantos e tão vazios que irritam dada sua irrealidade (e absurdo), exemplo disso são as várias passagens nas quais o personagem principal masculino vilão (sim, tem um outro personagem masculino, o “bonzinho”) aparece (sempre depois de uma atitude ridícula) de uniforme hospitalar azul. Ora, esse uniforme é usado por profissionais de saúde durante cirurgias...Desculpe mas é até possível um médico ir buscar a namoradinha (saco de pancadas) no trabalho vestindo um jaleco (para se exibir já que essa é uma prática bastante contestada), mas ir com a roupa que se usa em CIRURGIA?! WTF? E pra transar? Pareceu-me uma das várias tentativas desesperadas – e malfadadas - da autora para envolver o leitor.
Aliás, o livro tem passagens sexualmente apelativas e fantasiosas que giram bastante em torno da profissão do personagem principal masculino vilão (que é médico). Não vou discutir aqui o gosto por esse gênero que tem tomado espaço no mercado editorial, mas o que me chama a atenção – e preocupa – é misturar um assunto tão delicado e importante (violência doméstica) com fantasia sexual apelativa e, ainda, objetificar a mulher.
O agressor é tratado como vítima, como se ele tivesse motivos suficientes para praticar a violência. Um detalhe curioso é que em determinado trecho do livro, quando é explicado o seu trauma (e a razão pela qual agride a própria mulher), o leitor é informado que esse personagem faz terapia desde os 8 anos....( Sim, desde os OITO anos!) Incrível como mesmo estando em tratamento há tanto tempo ainda não aprendeu a controlar suas emoções. Mas claro, é preciso justificar o injustificável afinal ele é bonito, educado, rico, bem sucedido, e com uma profissão tradicionalmente valorizada (ah sim, e transa bem!).
Um livro com tantos clichês só podia ter um final clichê e previsível; e, claro, protegendo sempre o agressor como se boa pessoa fosse, afinal o fato de bater em uma mulher e a violenta-la não passa de um pequeno defeito (como se fosse um nariz torto em um rosto tão bonito)
O que mais me decepcionou nessa obra (meu primeiro contato com os livros de Collen Hoover e talvez o último) foi ver um assunto tão importante ser tratado de forma banal. Me surpreendeu saber que a inspiração da autora veio de sua infância, época que testemunhava a mãe sofrer em um relacionamento violento e abusivo. Acredito que essa experiência poderia gerar um livro que alertasse as mulheres sobre sua importância e valor; que esclarecesse que amar não tem nada a ver com violência (seja física ou psicológica) e um agressor não ama a vitima, apenas faz dela degrau para seu ego doentio se manter nas alturas.
Um livro escrito por quem já vivenciou a dor de ver uma mulher sendo subjulgada e espancada deveria ter como função social alertar mulheres que vivem nessa situação de que elas podem e devem se afastar o mais rápido possível desses homens e que não há romance algum em apanhar e ouvir um “eu te amo” arrependido dito por alguém com as mãos ainda cheias de sangue que beija os hematomas por ele mesmo fabricados.
Um livro que não passa de uma capa bonita (ou talvez nem isso).

terça-feira, 10 de abril de 2018

RESENHA: A Justiça Chama


Coleção Magia em Jogo
Autora: Annie Bellet
Editora: Avec
Páginas: 120
Gênero: Fantasia urbana

Sinopse: Jade Crow vive uma vida tranquila em sua loja de quadrinhos e jogos em Wylde, Idaho. Depois de vinte e cinco anos fugindo de um feiticeiro poderoso que quer comer seu coração e tomar seus poderes. Cercada por amigos ainda menos humanos do que ela, Jade acredita que está finalmente segura. Contanto que ela não use sua magia!
Quando os poderes escuros ameaçam a vida de seus amigos, aparece um executor transmorfo sexy. Ele é o juiz, o júri e o carrasco de um mundo pouco mundano e acha que Jade é o culpada. Para limpar seu nome, salvar seus amigos, e parar o vilão, ela terá que usar sua inteligência ... e seus poderes de feiticeira. Mas jade sabe que, assim que fizer isso, atrairá um inimigo muito mais letal.

Recebi esse livro na caixa de assinaturas do Clube Book in Box. Nunca tinha ouvido falar. Li em poucas horas e achei muito bom.
A escrita da autora é fluida e você não sente a leitura. Annie escreve de forma prática e em uma linguagem que conquista o leitor. Tem ação e dinamismo durante todo o livro, isso enpolga o leitor e instiga a curiosidade.
Jade Crow vive com tranquilidade em Wylde, Idaho, nos EUA. Depois de sofrer nas mãos de um ex que tenta matá-la. Viver entre os metamorfos sem ter sua identidade revelada é de certa forma uma segurança para ela. A única coisa que ela não pode fazer é usar magia para não ser encontrada.
A chegada de um Juiz metamorfo para investigar um assassinato achando que ela é a culpada faz com que uma série de acontecimentos decorram dai a partir de então. Jade, para ajudar seus amigos precisa usar sua magia, ainda que isso implique atrair um inimigo. Ao perceber que uma magia escura e de fora envolve os casos com os amigos metamorfos ela se utiliza de todo seu poder para ajudá-los ao máximo, Entre fugir e se manter segura e ajudar as pessoas que ama, ela opta pela segunda opção.
Agora é esperar pelo segundo volume....

Nota: 5/5

quarta-feira, 28 de março de 2018

RESENHA - O Peso do Pássaro Morto


O peso do pássaro morto

Gênero: Romance

Páginas: 168

Sinopse: A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim O peso do pássaro morto, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.


A trama é desenvolvida em uma narrativa poética onde a autora retrata passagens da vida da protagonista, entre os 8 e 52 anos. O que conduz a trama são as perdas que ela tem no decorrer a vida e sua maneira de lidar com elas. E, de certa forma, como elas a afeta ao longo da vida.
É uma abordagem de reflexão da vida da própria personagem e como ela encara as escolhas que teve na vida, o modo como conduz os acontecimentos e como se enxerga. Ao longo do tempo vemos a transformação dessa personagem, da leveza e inocência infantil à dureza e resiliência da vida madura.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Projeto Agatha Christie

Gente.... um tempinho atrás dei de cara com dois livros da Agatha Christie em uma super promoção na Saraiva. Não resisti e comprei os dois! E ai, ao começar a ler "Morte no Nilo" acabou me despertando a vontade de ler mais livros dela. Muitos anos atrás eu li vários, mas como tem bastante tempo decidi reler.
Buscando na internet (não sobre os livros de Agatha, mas outras coisas relacionadas à leitura) encontrei no blog Randomicidades (https://randomicidades.wordpress.com/projeto-agatha-christie/) o Projeto Agatha Christie, onde a Tabata (dona do blog) disponibiliza um pdf com toda a obra da autora e a proposta é ler todos os livros em ordem cronológica. Nem preciso dizer que os olhos brilharam diante da ideia! Sem pensar duas vezes, baixei o arquivo e pus no meu caderno de leituras (um dia mostro ele aqui par vocês!).
Passeando pelo Instagram, curti uma foto da Natalia (do @oceanode_palavras) um post sobre o Projeto Agatha Christie que ela está participando.... Atiçou minha curiosidade porque era outra ordem (fui procurar pela hashtag). Como sou curiosa e cara de pau fiz contato e descobri um grupo que está lendo junto alguns livros dela, não na ordem cronológica, mas topei na hora de participar!!!
Então pessoal, vocês que curtem um bom livro e querem participar da leitura na ordem cronológica é só entrar no endereço do blog que está lá em cima no texto e baixar o pdf!
Boa leitura!