terça-feira, 17 de outubro de 2017

[RESENHA] - Entre Quatro Paredes





Autor: B.A. Paris
Editora: Record, 252 páginas (ebook)
Sinopse: Um casamento perfeito ou uma mentira perfeita? Grace é a esposa perfeita. Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa e agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. É casada com Jack, o marido perfeito. Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Os dois formam um casal perfeito e estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com ele, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento ideal. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto? O que há por trás dessa relação pode revelar que tudo não passa de uma grande mentira.

E vamos ao que importa? Li em 3 dias, relativamente rápido, até por ser ebook. O livro é curto, mas é suspense a todo momento. Grace e Jack fazem um casal aparentemente perfeito. Porém, o que as pessoas não sabem é que uma certa dose de terror psicológico ocorre. A todo momento você acha que algo ruim de fato irá acontecer e também na expectativa de que Grace consiga virar o jogo.
Eu gostei do livro, porém achei que podia ser mais. Não sei exatamente o que seria esse 'mais', mas acho que minha expectativa era bem alta pelo que já tinha lido/ouvido sobre este thriller. 
O final foi bom, mas poderia ser mais grandioso, embora a torcida era para que Grace conseguisse se livrar das garras de um marido não tão perfeito assim.

domingo, 24 de setembro de 2017

[RESENHA] A Prisão do Rei


A Prisão do Rei
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte, 2007
SinopseNo terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Gente, demorei demais a ler o terceiro volume. Mas foi porque esqueci mesmo que tinha um terceiro e último volume, hahahaha (a louca). Depois de um ano venho eu aqui pontuar o que achei do último livro da saga.
Bem, o primeiro eu li em 3 dias, rs. Mas o último confesso de demorei um pouco mais do que isso. Até porque estou com outras leituras em andamento.
Até quase a metade do livro (que no total são 538 páginas), achei um pouco cansativo. Não que o plot não prenda, porém achei que ficou enrolando demais todo o período em que Mare fica prisioneira de Maven. O momento em que ela é resgatada é que deu um gás e me fez acelerar a leitura não querendo parar até descobrir como ia virar a situação. De Mare. De Cal. E da Guarda Escarlate. A única coisa que me surpreendeu foi a virada de Evangeline e da Casa Samos, mas nada espetacular. 
É interessante a relação de amor e ódio entre Mare e Maven, mas não me soa muito convincente. Se a ideia era deixar uma Mare dividida entre os 2 irmão nesse período em que fica presa em Whitefire não me convenceu muito. 
Mas, no geral eu gostei da trama, achei que foi bem trabalhada e em momento algum achei que algo estava sem sentindo ou algo perdido do tempo e espaço dos 3 volumes.
Quanto ao final... Eu não gostei. Talvez porque não fosse o que eu esperava.  Vamos combinar que depois de tanta confusão, guerra, briga e tal, o final poderia ser outro. Não sei a união entre Cal e Marevan seria legal, até porque creio era o fim esperado pela maioria. Deu um senso de continuidade e não amarrou, por exemplo,  o fim de Maven  (que nem ficou sub ente dido).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

[DICAS] para ler livros em inglês

Quer ler aquele livro em inglês que não tem previsão para lançamento em português? Mas, será que é muito difícil ler em inglês?
Gente, não sou nenhuma expert no assunto, mas tenho algumas dicas que uso para leitura e que dão certo e quero compartilhar com vocês.
1 - Nunca tente ler uma frase e traduzir automaticamente em sua cabeça para o português. Eu sei que é difícil no primeiro momento, é até mesmo inconsciente porque corremos para nossa zona de segurança, que é o nosso idioma nativo. Isso, na maioria das vezes, acaba atrapalhando e pode até te confundir na leitura.
 2 - Tenha sempre junto um dicionário (ou um aplicativo) onde você possa buscar a tradução, palavras sinônimas e até mesmo o significado da palavra de inglês para inglês.
3 - Leia de parágrafo em parágrafo. Vá marcando as palavras desconhecidas. Terminou a leitura do parágrafo? Vá até o dicionário e procure por elas. Anote, seja no próprio livro, ou em um caderninho à parte (lembrando que escrever à mão e não digitar ajuda a memorizar com mais facilidade). Verificou tudo? Agora volte e leia o parágrafo novamente.
4 - Não leia querendo absorver loucamente o significado de todas as palavras. Busque o contexto geral. Qual ideia aquele parágrafo quer te contar? Absorva a informação geral, a ideia, o contexto. Não se prenda unicamente às palavras que não conhecem achando que são a chave para o enigma.

Essas são minhas dicas básicas. Claro que quanto mais nos forçamos a ler, melhor. O hábito da leitura nos traz o progresso e com certeza no meio do livro você estará compreendendo muito melhor do que  no começo!
Espero ter ajudado!!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

RESENHA - A Teoria de Tudo

Autora: Jane Hawking
Editora: Única, SP: 2014
Páginas: 446

SinopseA história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.  Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. 

Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.

Antes de expor minha opinião quero dizer que primeiro vi o filme. Bastante tempo depois vim a ler o livro. E devo dizer que o filme não retrata nem metade dos relatos de Jane Hawking sobre a vida que levaram durante os 25 anos de casamento.
Terminei a leitura com muita coisa fervilhando na minha cabeça. O quão altruísta uma pessoa pode ser? Até onde chegam nossos limites de se 'anular' em prol de outra pessoa? Fiquei pensando que muitos do problemas, que achamos que achamos que são enormes ficam um pouco pequenos ao ler o relato de luta que ambos passaram ao longo desses anos.
Sinceramente não sei determinar se achei que Jane, por um amor incondicional à Stephen, estava certa ao tomar para si toda a responsabilidade da doença progressiva do marido, deixando sua carreira de lado. E se ele, por outro lado, foi 'desdenhoso' em termos de consideração pelo que ela abriu mão e deixou de viver individualmente por causa dele. 
No decorrer da estória percebemos a disposição infinita de Jane para com Stephen e sua consciência para, tanto ser aceita no clã Hawking, quanto para provar (para si mesma, para Stephen ou para os outros?) fazer  a vida acontecer como uma família.
Achei seu relato apaixonado, desconcertante, angustiante e frustrante em relação a todos os momentos que passaram ao longo da vida.
Minha ressalva é sobre a própria Jane Hawking e não ao seu marido gênio: a força e a determinação de uma mulher que lutou pelo que acreditava, não só pelo conceito de família (por ser uma pessoa religiosa), mas pelo amor irrestrito, muitas vezes se anulando para que Stephen ficasse o melhor possível dentro do seu quadro de ELA. Vejo nela a imagem de mulher forte, que mesmo sob todas as críticas e ofuscação de holofotes, estando sempre em segundo plano, soube dar a volta por cima e construir uma vida para si após toda sua juventude e vida adulta dedicados ao marido.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Poder do Agora - Resenha


 Autor: Eckhart Tolle
Editora: Sextante, 2002
Páginas: 220

E vamos para mais uma resenha? Li este livro por recomendação da minha amiga Carolina Vasconcelos. Comprei no formato ebook, pela Saraiva.
E em um mundo em que se fala em mindfullness, uma busca pelo nosso eu interior e coisas do gênero (o que acredito que esse mundo anda precisando porque né...). Eckhart Tolle nos dá uma luz sobre algumas coisas que podemos fazer e perceber dessa vida louca que levamos hoje em dia. Eis o que consegui captar do seu ensinamento (o texto bem resumido é meu mesmo, rs).

Não deixe que sua mente tome controle de você. Achei também estranho quando li, porque pensei "ué, mas se é a minha mente, eu que controlo ela não?". Pois é, segundo Tolle a mente nos domina com uma enxurrada de pensamentos durante todo o dia. Você nunca se pegou pensando em várias coisas que deveria fazer mesmo que estivesse fazendo outra coisa? Então, é isso que ele quer dizer que a mente nos controla e não o contrário. E ele tem razão.
Quando nós conseguimos interromper um pensamento, ocorre uma interrupção do fluxo mental, fica um espaço de "mente vazia". Conforme praticamos isso, essa interrupção, esses espaços de mente vazia vão ficando mais longos. Dessa forma percebemos o estado de pura consciência.
No estado iluminado (onde aqui ele diz que a Iluminação é o estado de plenitude e paz), continuamos a usar a nossa mente, porém de modo mais focado e eficiente.
Tolle diz que  tempo é uma ilusão. Aposto que você também pensou "quantas ele fumou?". Mas pela forma como ele coloca, sim, o tempo pode ser mesmo uma ilusão. Ele diz que a maioria das pessoas tendem a se prender a 2 tempos: passado e futuro, impedindo assim de sentir e vivenciar o Agora, que é o que de fato importa. 
O passado está lá atrás e não pode ser modificado (não temos uma máquina do tempo não é mesmo?) e o futuro são projeções da nossa mente, onde não necessariamente as coisas irão acontecer. O que ele diz é que devemos apenas tirar lições e aprender com o passado e deixar ele quietinho lá no tempo dele, o próprio passado. E quanto ao futuro, podemos sim fazer planos, mas sem nos prendermos a isso para não gerar frustrações e não vivermos apenas vislumbrando como pode ser o futuro sem que se viva o Agora.
Assim devemos direcionar nossa atenção para o momento presente, este é o que importa. Este é o que vivemos. Avalie o que está sentindo, para onde você direciona o seu pensamento. E se ele está muito distante do momento presente, tente trazê-lo de volta. É um bom exercício. Mantenha a atenção total e plena na atividade que está executando, viva-a.
O poder do Agora é estar totalmente presente e consciente do seu corpo e daquilo que está fazendo. Procure se conectar com seu corpo, com o seu eu interior e buscar paz dentro de si. Relaxar e fazer uma meditação (10 minutinhos do seu dia) ajudam a centrar e tomar consciência de si e a sentir o momento presente.