terça-feira, 16 de janeiro de 2018

[RESENHA] Piano Vermelho


Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Gênero: Ficção
Nota: 8/10

SinopseEx-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.

Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Resenha: E mais um livro do Malerman lido. Confesso que embalei na leitura antes de mais nada por ter devorado Caixa de Pássaros (do mesmo autor).
Philip é um músico do exército que foi para a guerra. Quando retorna continua com a banda e durante um ensaio recebem uma visita que lhes propõe uma tarefa um tanto quando misteriosa no deserto. O que eles não tem noção é do que vão enfrentar para localizar o tal som misterioso.
Depois de acordar de um coma, ele se vê preso à cama do hospital sem saber o que aconteceu com ele. Com a ajuda da enfermeira Ellen, ele aos poucos vai recobrando à sua memória. Paralelo a isso, ele recebe visitas de oficiais do governo, que junto com o médico, tentam acelerar seu processo de cura para que ele retorne. Ele não sabe o que aconteceu aos amigos e nem mesmo o que estão fazendo com ele no hospital.
O livro tem capítulos de vai e vem. Um fala sobre o momento presente dele no hospital e o outro da aventura proposta a ele e os Danes. Durante toda a leitura você não consegue saber o que eles estão procurando. O leitor segue na mesma pista que os personagens. Acontecem fatos "surreais" até Philip chegar em um determinado local, sozinho. 
E assim o livro transcorre, um misto de ficção e fantasia. O texto é bem guiado pelo autor, porém nesse livro eu senti falta da tensão, do "o que será que acontece agora?" ao passar para o capítulo seguinte.
O final me decepcionou um pouco. Me deu a impressão de que o autor queria fechar a trama, mas que não sabia como e fez um final "cuspido". Eu entendi de uma forma, e minha mãe que também leu, entendeu de outra. Não sei se essa é a intenção do autor (deixar o entendimento do desfecho à gosto do leitor) ou se fica mesmo confuso o que ele quer que seja no final. Na minha opinião o final poderia ser mais elaborado para não frustrar toda a leitura. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Como criar metas

E 2018 começou e sempre que um novo ano se inicia sempre desejamos muitas coisas e criamos algumas metas para o ano certo?
Mas, você sabe desenvolver uma meta? 
Lendo a respeito e assistindo a um dos vídeos do canal Me Poupe, da Nath Arcuri (https://www.youtube.com/watch?v=eMQZRHoIgtQ&t=459s), pensei: por que não ajudar a espalhar a ideia? Criar metas é fácil, mas será que conseguimos fazer o necessário para atingi-las?

A primeira coisa que devemos fazer é anotar em um papel todos os nossos desejos, tudo aquilo que queremos alcançar. Não deixe nada de fora neste primeiro momento. 
Depois separamos as metas em: 
1) Curtíssimo prazo (3 meses);
2) Curto prazo (até 1 ano);
3) Médio prazo (até 5 anos);
4) Longo prazo (acima de 10 anos).
Agora que temos tudo listado vamos separar esses desejos entre esses prazos definidos acima. O ideal é você saber avaliar aquilo que realmente quer e é importante para você e assim organizar sua lista.
Não apenas liste sua sua, defina ela, escreva porque você deseja tal coisa, o quanto precisa para realizar, o prazo para acontecer. Só assim temos mais clareza do que precisamos fazer para atingir a meta  e ela não ficar apenas sendo um desejo.
E aí podemos usar as seguintes perguntas:
- O que eu quero?
-Quando farei isso?
-Com quem farei?
- Por que quero isso?
- Para que eu quero?
- Quanto tempo é necessário?
- Quanto custa?
- Como fazer?

É isso galera. Espero poder ter ajudado um pouco. E vamos com tudo para realizarmos grandes metas a partir de 2018!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

[RESENHA] Livro: Grande Magia

Olá galera!
Fim de ano chegando, e como estão os preparativos das metas para 2018? Espero que em pleno vapor! Sempre que um ano novo vem chegando nós sempre temos novas metas e objetivos, e é com isso em mente que hoje a postagem é de uma amiga, a Carol Vasconcelos. O post abaixo é todinho dela, e espero que curtam... 2018 virá com post de convidados! :)
Boa leitura!



Grande Magia – Vida Criativa sem Medo
 Autora: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Páginas: 186

Sinopse:
De volta à não ficção, Elizabeth Gilbert compartilha histórias pessoais, de amigos e pessoas que sempre a inspiraram, e reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é estar voltado exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiosidade. Uma via mais ampla, um ato de coragem.

A partir de uma perspectiva única, Grande Magia nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar Àquilo que mais amamos: escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as dificuldades no trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosas reflexões sobre os mistérios da inspiração.

Resenha
Quando a Dani me convidou para escrever uma resenha para o Histórias Coisas e Tal logo elegi como critério para escolha do livro a motivação que sua leitura seria capaz de propiciar afinal já é quase ano novo e estamos todos – novamente – envoltos em metas , planos e resoluções.

E foi assim, com esse critério em mente que me deparei com Grande Magia da mesma autora de um outro livro que ocupa um lugar na minha lista de favoritos: Comer Rezar Amar.

Embora em um primeiro momento o livro pareça direcionado para aqueles que lidam com criação (seja escritores, artesãos, empreendedores criativos, etc.) já adianto que ele alcança a todos, tenha você uma profissão formal ou não, seja advogado ou artista circense, seja um embaixador ou um pintor, afinal, como diz Elizabeth, dizer que uma pessoa é criativa é de uma redundância quase cômica; a criatividade é a marca da nossa espécie.

Assim, tudo o que a autora compartilha no livro, suas experiências e aprendizados, nos impulsionam a desenvolver nossas habilidades, a sair da zona de (des)conforto e a analisar se realmente queremos fazer aquilo que tanto afirmamos amar. Aliás, essa parte do livro foi uma das que mais me chamou a atenção e desde então fico me perguntando: O que você ama fazer o suficiente para conseguir suportar os aspectos mais desagradáveis do trabalho?

Grande Magia é dividia em 6 partes: Coragem, Encantamento, Permissão, Persistência, Confiança e Divindade nas quais a autora, a partir de sua experiência pessoal como escritora e também utilizando-se da história de outras pessoas como exemplo, descontrói alguns mitos sobre a criatividade, nos motiva a encarar o medo e a assumir os bônus e os ônus de nossas idéias com perseverança e dedicação.

Elizabeth Gilbert nos conta sua experiência como autora, seus aprendizados durante a jornada até o estrondoso sucesso de Comer Reza Amar e também depois dele. Nos mostra que nossos medos e inseguranças são mais comuns do que podemos imaginar, e que viver com criatividade não é algo ilusório, permeado por fantasias e rituais de inspiração, mas sim uma combinação de coragem,  trabalho duro, alegria e comprometimento.

Com diálogo direto e simples, a leitura flui de forma leve e rápida e ao concluir a última página estamos mais autoconfiantes e certos de que a criatividade para desenvolvermos nossos talentos está do nosso lado, pronta esperando nosso abraço.
Vamos realizar?


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Snowy parte II

Olá galera!!! Tudo bem com vocês?
Um tempinho atrás eu postei um trechinho (início mesmo) do livro que escrevi e que estou em busca de editora para publicar. Dai com o bom acesso à primeira parte decidi postar mais uma continuação.
No final dele tem o link para a primeira parte, caso você não tenha lido. Espero que gostem.
E aguardo comentários, pois estão são um termômetro para saber se está bom!

"O grupo era composto de seis alunos e mais o professor. Matt Torres era respeitado no meio acadêmico. Matt estava próximo dos seus quarenta anos, tinha o cabelo cortado curtinho de cor castanho claro, no verão chegava a um tom de dourado, já que aproveitava bem as praias californianas quando não estava trabalhando. Tinha olhos azuis e sempre se vestia de maneira informal. Uma das coisas que mais curtia eram suas pesquisas de campo. Apreciava isso e ficava feliz por sua profissão lhe permitir sentir essas coisas. A sua dedicação aos estudos o fez conseguir um cargo de professor titular de Botânica na Universidade, concluiu seu mestrado, e não havia muito tempo tinha obtido o título de Doutor.
A nova pesquisa seria interessante. E esta reunião seria a primeira de todas. Matt queria colocar todos seus alunos a par do que iriam fazer e deixar tudo absolutamente decidido para poderem iniciar o trabalho. Estava na sua sala pensando no rumo que sua vida havia tomado quando todos chegaram, aparentemente animados.
- Bom dia pessoal! Espero que essa primeira reunião seja produtiva e que possamos sair daqui com todos os ajustes do trabalho resolvidos! – Matt iniciou a conversa.
Continuou mostrando as fotos da flor nos slides explicando que a Mespilus Snowy começou a surgir em abundância na região em torno da cidade de Sacramento. Há alguns meses atrás ele tinha sido procurado por moradores da região. Nunca ninguém tinha visto esse tipo de árvore com essa floração por lá. E no último ano ela vinha surgindo em grande quantidade e cada vez mais para dentro da floresta. Matt então ficou curioso e foi até Sacramento para verificar. Notou que eram muitas árvores, de médio porte, na entrada da floresta. Não conseguiu tempo suficiente para entrar na floresta e conferir se estava no período de floração. Agora meses depois montou uma equipe confiável e competente e poderiam, então, partir para um estudo mais detalhado.
A flor era branquinha como neve, com cinco pétalas pontiagudas e o miolo bem amarelo. A árvore durante seu período de floração ficava abarrotada e totalmente branca, como se estivesse coberta de neve. A flor dava em pequenos buquês. Seu fruto tinha uma coloração vermelha chegando ao arroxeado quando ficava bem maduro. Era doce e bem disputado entre aves e animais de pequeno porte.
- Nosso objetivo, portanto, é ir até lá e colhermos amostras. Devemos estudar o motivo pelo qual ela está surgindo com maior incidência nesta região. – falou Matt, encerrando suas explicações.
- Então, vamos basicamente estudar e tentar desvendar a Snowy? Talvez uma mudança climática possa estar causando esse efeito? – Paul perguntou como que se certificando.
- Esse é nosso objetivo.
- Pode ser alguma espécie tida como extinta e que tenha voltado só agora? – perguntou Anna, com curiosidade.
- Sim e não. Pode ser uma espécie antiga como pode ser totalmente nova. Ou alguma mutação. Isso que vamos tentar descobrir. Os motivos são diversos como, por exemplo, mudanças ambientais. – explicou.
Matt contou que não poderiam partir de imediato, pois ainda faltava um mês para sua floração. Pediu para que todos estudasse o material disponível enquanto aguardavam. Explicou também que deveriam ficar aproximadamente duas semanas por lá, a princípio. Dispensou o grupo desejando bom estudo.
Pela internet conseguiram em pouco tempo criar uma ótima base de dados. Além de textos, arquivaram todas as fotos que conseguiram da flor e depoimentos dos moradores sobre o assunto.
            Sophia passou boa parte do seu dia organizando todos os seus arquivos e documentos. Tinha muito papel acumulado, não jogava fora nenhum material desde o início da graduação. Agora sentia necessidade de fazer uma faxina e deixar o mínimo possível, o que fosse importante, deixando em acesso mais fácil tudo o que fosse relacionado à botânica. Era incrível como em um mês o grupo todo estava bem conectado e como, também, conseguiram reunir uma boa quantidade de material.
Todos se alojariam num camping que ficava nos arredores da cidade, pois assim quando não estivessem na floresta poderiam analisar as amostras colhidas num local que lhes dessem estrutura para tal. O camping era conhecido pelos que gostavam de aventuras, trilhas e esportes do gênero. Era simples, seguro e além de uma ampla área externa, possuía uma boa estrutura.
Antes de desligar o notebook Sophia conferiu seus arquivos para se certificar de que tudo estava ali e que não tinha se esquecido de nada. Abriu uma das fotos da Snowy e ficou observando. Gostava daquela flor que parecia um floco de neve. Desligou o computador e antes de dormir, lembrou que precisava ligar para sua mãe no dia seguinte. Deixou um bilhete preso na porta da geladeira, onde dizia “Ligar para mamãe. Avisá-la de que estarei fora!”. E foi dormir.
Deitou, mas não dormiu de imediato. Ficou pensando na transformação pela qual sua vida tinha passado. Ela vinha de uma cidade pequena, no Estado da Geórgia. Tinha ido para Los Angeles para estudar. Só visitava seus pais quando estava de férias da universidade. Anna também era de lá, e ambas sempre faziam o mesmo ritual de visitar os pais no período de férias. Los Angeles se tornou para Sophia um objetivo, sentia como se fosse o lugar em que deveria estar e viver sua vida. Pensando nessas mudanças, acabou adormecendo. E sonhou novamente com a floresta.
Novamente estava lá. O mesmo silêncio, a mesma luz do sol entrando pelo meio das árvores e chegando escassamente ao chão, desta vez bem menos. As árvores tinham troncos grossos, suas folhas eram bem verdes. A trilha, de terra batida que sempre parecia intocável continuava lá, a chamando para segui-la. E ela, sem saber o porquê, a seguia. É como se fosse algo mais do que natural seguir aquela trilha. Mas, afinal, onde iria dar? Ela não conseguia nunca chegar ao fim. Será que existe um fim? Ou será que a trilha era circular? Mas o fato é que o silêncio aterrador não a assustava, pelo contrário, atraía.
Havia algo de diferente no ar, ela podia sentir. Neblina. Havia neblina e isso não era comum. Mas, mais do que isso havia uma tensão forte, densa e diferente do usual. Sophia continuou andando sem rumo. Sua sensação era de que aquele lugar era de alguma forma, sua casa. Mas ao mesmo tempo em que se sentia à vontade também se sentia amedrontada. Todo aquele silêncio começava a se tornar perturbador. Caminhando mais um pouco avistou um tronco caído próximo à trilha, cansada, decidiu sentar e observar o lugar onde estava. Era um tronco grande, grosso, coberto de musgo e estava úmido. Sophia sentou e ao passar as mãos distraidamente por aquele tronco fechou os olhos e sentiu a vibração que emanava dele. Era como se aquele tronco estivesse passando para ela sua história, ela podia sentir seus anos de existência e consequentemente de toda aquela floresta. Ficou sentada por um bom tempo. Estava distraída quando ouviu um barulho que parecia vir do interior da floresta. Parecia um farfalhar de galhos secos, como se alguém estivesse caminhando e pisando em galhos e folhas secas espalhadas pelo chão. Da mesma forma que ela ouviu o barulho, o mesmo parou. Sophia esperou um momento, não ouvindo nada retornou. No meio do caminho ouviu novamente um grito.
Sophia acordou assustada, diferentemente das demais vezes. Não estava suando e nem com medo. Depois de algum tempo ocorreram pequenas alterações, antes não havia ruído de passos caminhando na floresta, além dos seus. Olhou para o relógio, eram quase seis da manhã, como não iria mais conseguir dormir, levantou-se." (.....)

Link para a primeira parte: http://historiascoisaetal.blogspot.com.br/2016/11/snowy-capitulo-i-sample.html

terça-feira, 14 de novembro de 2017

[RESENHA] Boneco de Neve - Jo Nesbo

Autor: Jo Nesbo
Editora: Record
Páginas: 420
Sinopse: Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é um livro arrepiante. No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

Antes de mais nada: AMEI demais este livro! Adoro thrillers, investigação e coisas do gênero. Livros assim na sua grande maioria prendem muito minha atenção. E com Boneco de Neve não foi diferente. Sabe aquele livro que te faz querer ler e ler e ler só mais um pouquinho antes de parar para fazer outra coisa? É exatamente esse. E o que me deixou mais louca foi o fato de você não conseguir descobrir quem é o assassino até chegar nos minutos finais do autor indicar mais claramente. 
A cena da mãe elogiando o boneco de neve feito pelo filho e pelo marido causa espanto em ambos, pois nenhum deles tinha feito um no jardim. O mais estranho era o fato do boneco estar virado para o interior da casa e não para a rua. 
Casos de mulheres desaparecidas começam a surgir em Oslo, onde se passa a estória deste livro maravilhoso. À princípio é apenas um caso de desaparecimento, porém com o decorrer da investigação, o inspetor Harry Hole descobre que não é bem assim. Essas mulheres são todas casadas e com filhos e que têm algo em comum.
Muitos anos atrás ele recebe uma carta assinada pelo Boneco de Neve, mas acaba ignorando. Um desaparecimento em uma cidade próxima tem conexão com os casos atuais. E Hole vai em busca desse psicopata. 
O mais agoniante da narrativa (super boa, por sinal), é que as pista surgem e você está todo crente achando que está adivinhando alguma coisa, quando na verdade você está bem longe de descobrir algo. Então, é aquela leitura que te instiga e te faz querer descobrir quem está 'manipulando' psicologicamente Harry Hole.
Jo Nesbo acertou muito com este livro. Foi o primeiro que li dele e pretendo ler mais, pois se forem
 nesta mesma vibe, serão certamente bons.
Terror + neve + assassinatos macabros = thriller bom com certeza!