terça-feira, 14 de novembro de 2017

[RESENHA] Boneco de Neve - Jo Nesbo

Autor: Jo Nesbo
Editora: Record
Páginas: 420
Sinopse: Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é um livro arrepiante. No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

Antes de mais nada: AMEI demais este livro! Adoro thrillers, investigação e coisas do gênero. Livros assim na sua grande maioria prendem muito minha atenção. E com Boneco de Neve não foi diferente. Sabe aquele livro que te faz querer ler e ler e ler só mais um pouquinho antes de parar para fazer outra coisa? É exatamente esse. E o que me deixou mais louca foi o fato de você não conseguir descobrir quem é o assassino até chegar nos minutos finais do autor indicar mais claramente. 
A cena da mãe elogiando o boneco de neve feito pelo filho e pelo marido causa espanto em ambos, pois nenhum deles tinha feito um no jardim. O mais estranho era o fato do boneco estar virado para o interior da casa e não para a rua. 
Casos de mulheres desaparecidas começam a surgir em Oslo, onde se passa a estória deste livro maravilhoso. À princípio é apenas um caso de desaparecimento, porém com o decorrer da investigação, o inspetor Harry Hole descobre que não é bem assim. Essas mulheres são todas casadas e com filhos e que têm algo em comum.
Muitos anos atrás ele recebe uma carta assinada pelo Boneco de Neve, mas acaba ignorando. Um desaparecimento em uma cidade próxima tem conexão com os casos atuais. E Hole vai em busca desse psicopata. 
O mais agoniante da narrativa (super boa, por sinal), é que as pista surgem e você está todo crente achando que está adivinhando alguma coisa, quando na verdade você está bem longe de descobrir algo. Então, é aquela leitura que te instiga e te faz querer descobrir quem está 'manipulando' psicologicamente Harry Hole.
Jo Nesbo acertou muito com este livro. Foi o primeiro que li dele e pretendo ler mais, pois se forem
 nesta mesma vibe, serão certamente bons.
Terror + neve + assassinatos macabros = thriller bom com certeza!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

[RESENHA] - Entre Quatro Paredes





Autor: B.A. Paris
Editora: Record, 252 páginas (ebook)
Sinopse: Um casamento perfeito ou uma mentira perfeita? Grace é a esposa perfeita. Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa e agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. É casada com Jack, o marido perfeito. Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Os dois formam um casal perfeito e estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com ele, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento ideal. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto? O que há por trás dessa relação pode revelar que tudo não passa de uma grande mentira.

E vamos ao que importa? Li em 3 dias, relativamente rápido, até por ser ebook. O livro é curto, mas é suspense a todo momento. Grace e Jack fazem um casal aparentemente perfeito. Porém, o que as pessoas não sabem é que uma certa dose de terror psicológico ocorre. A todo momento você acha que algo ruim de fato irá acontecer e também na expectativa de que Grace consiga virar o jogo.
Eu gostei do livro, porém achei que podia ser mais. Não sei exatamente o que seria esse 'mais', mas acho que minha expectativa era bem alta pelo que já tinha lido/ouvido sobre este thriller. 
O final foi bom, mas poderia ser mais grandioso, embora a torcida era para que Grace conseguisse se livrar das garras de um marido não tão perfeito assim.

domingo, 24 de setembro de 2017

[RESENHA] A Prisão do Rei


A Prisão do Rei
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte, 2007
SinopseNo terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Gente, demorei demais a ler o terceiro volume. Mas foi porque esqueci mesmo que tinha um terceiro e último volume, hahahaha (a louca). Depois de um ano venho eu aqui pontuar o que achei do último livro da saga.
Bem, o primeiro eu li em 3 dias, rs. Mas o último confesso de demorei um pouco mais do que isso. Até porque estou com outras leituras em andamento.
Até quase a metade do livro (que no total são 538 páginas), achei um pouco cansativo. Não que o plot não prenda, porém achei que ficou enrolando demais todo o período em que Mare fica prisioneira de Maven. O momento em que ela é resgatada é que deu um gás e me fez acelerar a leitura não querendo parar até descobrir como ia virar a situação. De Mare. De Cal. E da Guarda Escarlate. A única coisa que me surpreendeu foi a virada de Evangeline e da Casa Samos, mas nada espetacular. 
É interessante a relação de amor e ódio entre Mare e Maven, mas não me soa muito convincente. Se a ideia era deixar uma Mare dividida entre os 2 irmão nesse período em que fica presa em Whitefire não me convenceu muito. 
Mas, no geral eu gostei da trama, achei que foi bem trabalhada e em momento algum achei que algo estava sem sentindo ou algo perdido do tempo e espaço dos 3 volumes.
Quanto ao final... Eu não gostei. Talvez porque não fosse o que eu esperava.  Vamos combinar que depois de tanta confusão, guerra, briga e tal, o final poderia ser outro. Não sei a união entre Cal e Marevan seria legal, até porque creio era o fim esperado pela maioria. Deu um senso de continuidade e não amarrou, por exemplo,  o fim de Maven  (que nem ficou sub ente dido).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

[DICAS] para ler livros em inglês

Quer ler aquele livro em inglês que não tem previsão para lançamento em português? Mas, será que é muito difícil ler em inglês?
Gente, não sou nenhuma expert no assunto, mas tenho algumas dicas que uso para leitura e que dão certo e quero compartilhar com vocês.
1 - Nunca tente ler uma frase e traduzir automaticamente em sua cabeça para o português. Eu sei que é difícil no primeiro momento, é até mesmo inconsciente porque corremos para nossa zona de segurança, que é o nosso idioma nativo. Isso, na maioria das vezes, acaba atrapalhando e pode até te confundir na leitura.
 2 - Tenha sempre junto um dicionário (ou um aplicativo) onde você possa buscar a tradução, palavras sinônimas e até mesmo o significado da palavra de inglês para inglês.
3 - Leia de parágrafo em parágrafo. Vá marcando as palavras desconhecidas. Terminou a leitura do parágrafo? Vá até o dicionário e procure por elas. Anote, seja no próprio livro, ou em um caderninho à parte (lembrando que escrever à mão e não digitar ajuda a memorizar com mais facilidade). Verificou tudo? Agora volte e leia o parágrafo novamente.
4 - Não leia querendo absorver loucamente o significado de todas as palavras. Busque o contexto geral. Qual ideia aquele parágrafo quer te contar? Absorva a informação geral, a ideia, o contexto. Não se prenda unicamente às palavras que não conhecem achando que são a chave para o enigma.

Essas são minhas dicas básicas. Claro que quanto mais nos forçamos a ler, melhor. O hábito da leitura nos traz o progresso e com certeza no meio do livro você estará compreendendo muito melhor do que  no começo!
Espero ter ajudado!!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

RESENHA - A Teoria de Tudo

Autora: Jane Hawking
Editora: Única, SP: 2014
Páginas: 446

SinopseA história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.  Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. 

Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.

Antes de expor minha opinião quero dizer que primeiro vi o filme. Bastante tempo depois vim a ler o livro. E devo dizer que o filme não retrata nem metade dos relatos de Jane Hawking sobre a vida que levaram durante os 25 anos de casamento.
Terminei a leitura com muita coisa fervilhando na minha cabeça. O quão altruísta uma pessoa pode ser? Até onde chegam nossos limites de se 'anular' em prol de outra pessoa? Fiquei pensando que muitos do problemas, que achamos que achamos que são enormes ficam um pouco pequenos ao ler o relato de luta que ambos passaram ao longo desses anos.
Sinceramente não sei determinar se achei que Jane, por um amor incondicional à Stephen, estava certa ao tomar para si toda a responsabilidade da doença progressiva do marido, deixando sua carreira de lado. E se ele, por outro lado, foi 'desdenhoso' em termos de consideração pelo que ela abriu mão e deixou de viver individualmente por causa dele. 
No decorrer da estória percebemos a disposição infinita de Jane para com Stephen e sua consciência para, tanto ser aceita no clã Hawking, quanto para provar (para si mesma, para Stephen ou para os outros?) fazer  a vida acontecer como uma família.
Achei seu relato apaixonado, desconcertante, angustiante e frustrante em relação a todos os momentos que passaram ao longo da vida.
Minha ressalva é sobre a própria Jane Hawking e não ao seu marido gênio: a força e a determinação de uma mulher que lutou pelo que acreditava, não só pelo conceito de família (por ser uma pessoa religiosa), mas pelo amor irrestrito, muitas vezes se anulando para que Stephen ficasse o melhor possível dentro do seu quadro de ELA. Vejo nela a imagem de mulher forte, que mesmo sob todas as críticas e ofuscação de holofotes, estando sempre em segundo plano, soube dar a volta por cima e construir uma vida para si após toda sua juventude e vida adulta dedicados ao marido.