segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Snowy - Capítulo I - Sample

Olá pessoal! Tudo bem?! Para quem me acompanha sabe que eu estava até o início do ano tentando terminar de escrever um romance. Por fim consegui! Segue aqui para vocês um pedaço do primeiro capítulo. Espero que gostem.... Comentem por favor, dêem sugestão... quero saber a opinião de vocês. Boa leitura!

"Los Angeles. Março de 2010.
            Os sonhos de Sophia tornavam-se cada vez mais freqüentes. A cena era sempre a mesma. Mas nunca os contou a ninguém, não conseguia entendê-los e nem mesmo saberia dizer se teria algum significado.
Tinha 23 anos, pele muito branca e olhos azuis, magra. Morava sozinha em um apartamento pequeno e simples. Não fazia questão de ter muita coisa, passava pouco tempo dentro de casa. Seu quarto era simples, com poucos móveis e objetos. Sua sala mais parecia um escritório, tinha um sofá de dois lugares marrom, em frente a mesa de cedro com o notebook e uma luminária. Ao lado, uma estante de madeira escura, no meio, uma televisão e toda uma estante lotada de livros, de biologia e todo tipo de romances.
Sophia morava sozinha desde que foi para a universidade, há cinco anos. Mudou-se para Los Angeles para cursar Biologia. Ela amava mexer com plantas. Esperava conseguir criar um espaço para cultivar flores e ervas. Apesar de alegre e animada, quase não saía e vivia em função dos estudos, estava começando a pós-graduação em Botânica. Às vezes saía para curtir com as poucas amigas que fizera durante a faculdade e Anna, sua melhor amiga desde a época de colégio. Anna também a mesma idade, pele clara, cabelos e olhos negros. Era muito bonita e dividia seu tempo entre a faculdade e a academia. Tal como Sophia também estava na pós-graduação com bolsa, mas era mais relaxada nesse sentido.
Como todo final de semana, as duas resolveram sair para comer alguma coisa no finalzinho da tarde. Sophia então pensou em contar a amiga sobre seus sonhos. Sentia uma necessidade imensa de conversar com alguém sobre isso. Poderia ser apenas uma bobagem.
- Ando tendo uns sonhos estranhos. Sonho sempre com o mesmo lugar. – disse Sophia despreocupadamente.
- Como assim com o mesmo lugar? Seus sonhos são sempre iguais? – perguntou Ana surpresa.
            Sophia contou sobre a floresta silenciosa e escura, com árvores muito altas que mal se podiam enxergar as suas copas. E que devido a isso a luz do sol não entrava. Raras eram as brechas as quais passavam alguma luminosidade e essas quando alcançavam o solo davam um ar nostálgico e mágico ao lugar. Contou também sobre a trilha de terra batida que parecia em desuso e pela qual ela sempre seguia. E todas as vezes que ela parecia chegar a uma espécie de clareira ouvia um grito, de dor e prazer ao mesmo tempo. E o grito era sempre o que a acordava no meio da noite. Quando terminou de contar viu que Anna a olhava com uma cara que parecia de divertimento e dizia:
- Amiga, acho que você anda estudando demais! – disse rindo.
- Deixa de ser boba! Tenho sonhado com isso já tem alguns meses. E não há uma única mudança neles... É tudo sempre igual!
- Quer saber o que eu acho? Você deve estar desejando morar no meio do mato! Ou então é a ansiedade em iniciar logo a pesquisa da pós. – Anna apenas comentou.
            Ambas riram e entraram na lanchonete. Anna era divertida. Sophia não negava que costumava estudar demais, mas daí a achar que seus estudos estavam provocando sonhos repetitivos, era demais. Saiu de seus pensamentos com sua amiga a sacudindo pelo braço para saber o que ela iria comer. Disse que queria o mesmo que a amiga, sem prestar muita atenção ao que ela dizia. Estava distraída pensando na floresta. Conversaram sobre a entrada no grupo e como estavam empolgadas, sobre expectativas e tudo que viriam com o fim da especialização.
- Sophia! Você já parou para pensar que esses seus sonhos podem estar relacionados à viagem que vamos fazer a trabalho? Sua floresta misteriosa pode ser nosso destino. Não será coincidência se a floresta do seu sonho for a mesma em que vamos trabalhar! – Anna falava como se tivesse matado a charada do sonho.
- Ai Anna, lá vem você com essas idéias loucas! E eu ainda te dou ouvidos! Vamos embora? – suspirou Sophia.
- Está bem, vamos. Vamos. – Anna respondeu chateada por não ser levada à sério.
            Saíram ainda discutindo o fato de Anna achar que a floresta do sonho de Sophia era o destino delas. Como sempre, o assunto começava sério e sempre terminava em brincadeiras entre as duas. Era impossível resolver algum assunto importante em pouco tempo. No estacionamento, cada uma seguiu para seu carro. Iriam se encontrar no dia seguinte na reunião.
            Ao chegar em casa arrumou algumas coisas, deixou seu material em ordem para não esquecer nada. Precisava chegar cedo para a reunião. Tomou um banho e foi se deitar. Estava cansada e logo pegaria no sono, não havia dúvidas quanto a isso.
Sonhou novamente. A floresta era densa, com muitas árvores altas, que ela não conseguia definir muito bem, mal podia ver suas copas. A luz que adentrava a floresta era escassa e rareava em alguns pontos, a deixando sombria, fria e úmida. Os poucos raios de sol que penetravam a imensidão verde pareciam fagulhas de luz de uma lanterna já enfraquecida pelo uso. Iluminavam entre os troncos dando um ar místico e emitindo uma luz fosca àquela floresta que parecia estar ali há milênios. Era surpreendentemente silencioso lá dentro, como se o tempo houvesse parado e não houvesse vida fora dela... E nem dentro. O único coração pulsante era o seu. O que isso significava? Embora tudo levasse ao medo por não saber o que poderia ser, a sensação era de calma, uma imensa e intensa paz interna. Tudo parecia estranhamente familiar como se ela pertencesse àquele lugar durante toda a sua vida. Era como se nada nem ninguém pudesse fazer algum tipo de mal, e esse local fosse uma espécie de proteção. Não parecia haver qualquer tipo de perigo. Continuar caminhando floresta adentro, isso era o que sua intuição a mandava fazer. Em um determinado ponto, a floresta se abria em uma trilha que parecia intocável, não havia nenhum tipo de marca na terra escura. Caminhar. Seguir a trilha. Era tudo o que conseguia pensar. Nada mais ao redor – dentro ou fora – daquela floresta importava. O som de seus pés andando com firmeza na terra úmida era deliciosamente reconfortante. A única coisa que conseguia se perguntar era o que estava fazendo ali. Não fazia sentido, mas ainda assim parecia ser a coisa certa a fazer. Para ela não parecia existir cansaço, sono ou mesmo fome. Era como se aquele lugar fosse mágico e as necessidades humanas não tivessem lugar ali. O que movia qualquer movimento ou pensamento era a energia da floresta.
De repente, um ruído a fez parar. Não era um simples farfalhar na relva, ou nos altos galhos das árvores. Foi um gemido. Um gemido gutural e muito nítido. Parecia um animal com raiva. Ela tentou correr, mas seu corpo não obedecia aos seus comandos. Os pensamentos fluíam cada vez mais rápidos, em uma resposta absolutamente contrária ao do seu corpo. O que estava acontecendo?! Há apenas um minuto atrás seu corpo dava os comandos e a mente simplesmente obedecia e agora, seu corpo estava paralisado enquanto a mente dava as ordens. Em vão. Pareciam desconexos.
Ouviu-se um grito, agudo, ao mesmo tempo de pavor e de prazer. Parecia tomar conta de toda a floresta e ao mesmo tempo não pertencer a lugar algum, como se aquilo tudo estivesse acontecendo em um lugar muito distante dali, a quilômetros e quilômetros de distância. Ela não entendia, mas o grito vinha de dentro de si. Era como se ela e o grito que saiu de sua garganta pertencessem um ao outro e ao mesmo tempo fossem distintos.
Sophia deu um pulo da cama. Estava molhada de suor e com o coração batendo aceleradamente. Foi um sonho. Ou melhor, um pesadelo. Mas parecia absurdamente real. Real demais para ignorá-lo. Olhou para o relógio e ainda eram quatro da manhã, lá fora havia apenas a escuridão da noite, com um fraco brilho das estrelas iluminando o imenso tapete negro que era a noite.
Sentou na cama, tentando se recuperar do susto, até sua respiração voltar a ficar regular. Mas sabia que não conseguiria dormir novamente, não enquanto o susto não passasse de vez. Levantou e foi até a cozinha beber uma água, tentar relaxar um pouco, quem sabe assim, dormiria novamente. Seguiu para o sofá, após tomar sua água de uma só vez, deitou e ficou observando a noite lá fora. O cansaço a fez dormir. Acordou com o celular apitando freneticamente. Era o despertador. Piscou uma, duas vezes, até seus olhos se ajustarem à claridade. O sol entrava pela janela iluminando toda a sala, Sophia olhou a sua volta e se deu conta de que tinha dormido no sofá. Levantou um pouco esbaforida e atrasada. Tomou um banho corrido, engoliu alguns biscoitos e tomou um copo de suco. Não queria chegar atrasada na primeira reunião." ...... 

Gostoo? O livro já está disponível em formato ebook pela Amazon (https://amzn.to/2H2QVji)

Link para a segunda parte: http://historiascoisaetal.blogspot.com.br/2017/12/snowy-parte-ii.html

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

NaNoWriMo - o que é?

Olá pessoal!!

Cá estou para falar sobre o NaNoWriMo. Mas o que essas siglas significam? Quer dizer "National Novel Writing Month". O que significa que você tem o mês de novembro todo para escrever um romance de 50 mil palavras. Sim, isso mesmo que você acabou de ler.
O NaNoWriMo é uma ong norte americana que incentiva escritores de todo o mundo a escrever. E o desafio é ésse, você se inscreve no site (www.nanowrimo.org), lá você cria o seu perfil, pode colocar o título do seu livro e sua sinopse. Porém ele não é escrito online, as pessoas não irão ler o seu texto (que na verdade acaba virando seu rascunho, para ser revisado quando quiser). 
O legal é que a partir do dia primeiro de novembro você pode trocar ideias com seus nano buddies, postar trechos do seu livro, participar dos fóruns e ao final você coloca o seu texto para eles verificarem que contém as 50 mil palavras. Ao longo do mês você também pode fazer o seu wordbuild, ou seja, contar suas palavras diretamente no site. Basta você inserir a quantidade de palavras conforme você vai escrevendo em seu arquivo pessoal.
O interessante nisso tudo é que você pode selecionar a sua região e ver onde está rolando atividades eventos e tudo mais relacionado ao NaNoPrep (a preparação que é feita em outubro, onde você organiza suas ideias, roteiro e tudo referente ao seu livro).
Eu conheci o NaNoWriMo através do blog e canal da Kara Benz (www.bohoberry.com), achei super mega interessante e decidi participar. Acho que é uma oportunidade interessante de medir sua capacidade de escrita e criatividade. Já me inscrevi e estou nos momentos finais de organização para dia primeiro entrar de cabeça!

 (logo do NaNoWriMo)

 (minhas anotações referentes à info e preparação para o NaNoWriMo)



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O que é o Bullet Journal

Olá pessoal!

Desde que descobri o sistema do Bullet Journal fiquei encantada e resolvi fazer um teste, pra saber se de fato era eficiente. Resultado: estou amando!!! Vejo muitas postagens, vídeos, sites.... mas todos gringos. Em português mesmo quase não tem informação. Por isso decidi trazer uma rápida explicação sobre o que é esse sistema organizacional.

O Bullet Journal foi criado pelo Ryder Carrol (www.bulletjournal.com), antes de ser espalhado para o mundo, ele testou sua eficácia e achando o ponto perfeito, publicou e compartilhou com o mundo seu novo sistema de organização. E a comunidade "bujo" vem crescendo desde então. Ahn, as fotos postadas aqui são minhas, criei para ilustrar o que quero dizer ao longo do texto (mas esse não é o meu bullet journal).

Mas, o que é, afinal? Nada mais é do que um sistema orgânico de anotações de tarefas.  Você pode usar qualquer caderno que tiver disponível em sua casa (seja ele com pautas, sem pautas, quadriculado, pontilhado ou mesmo liso). Você estabelece o que vai usar, qual caderno se sente mais confortável e o tamanho também. Para começar basta um caderno e uma caneta. Nada mais!

Ryder Carrol organiza da seguinte forma:
1) Log Rápido - modo como o sistema é escrito. Consiste somente em 4 componentes:
* Tópicos e paginação - o primeiro passo de acesso rápido é adicionar um tópico na sua folha logo no topo da página. Algo simples como um título que define o que você quer listar na página. Feito a anotação necessária, numere sua página. Titule e numere todas as suas páginas conforme for avançando.
* Bullets - são os símbolos que colocamos antes de escrever o que você precisa fazer, lembrar, etc.  Todo símbolo deve ser inserido com frases objetivas e curtas que expressem de forma rápido a ação a ser executada. Esses bullets ajudam a organizar as entradas em 3 categorias:
* Tarefas - são representadas por um "." e nele inclui qualquer ítem que possa ser inserido como, por exemplo, " . Levar gato para vacinar". As tarefas são o principal ítem do seu Bullet Journal, são elas que dão forma ao sistema. Originalmente existem 3 símbolos:
"x" - tarefa completa
">" - tarefa migrada
"<" - tarefa agendada
Mas, como vemos na vastidão do mundo dos bullet journalers, diversos símbolos são usados. Você pode definir os seus conforme suas necessidades (e isso é o bacana do sistema, te dá liberdade).
* Eventos - geralmente são antecedidos pelo símbolo "o", e estes são os relacionados a entradas datadas e que podem ser agendadas. Essas entradas devem ser anotadas de forma mais objetiva possível.

* Notas - são representadas por um "-", e essas incluem fatos, ideias, pensamentos, observações. São entradas as quais você deseja se lembrar em algum momento, não necessariamente de imediato.
* Significante - são os símbolos de contexto adicional. Por exemplo, se for alguma prioridade usa-se "*", se for uma Inspiração, é representado por uma "!", se você quer Explorar algo coloca-se o desenho de um olho ou uma lupa.

* Índice - toma lugar nas primeiras páginas do caderno (a maioria das pessoas deixa 3 páginas para esta função). É aqui que o Bullet se une, tudo que você titular no seu caderno vai para o Índice com a devida página anotada ao lado, e quando você precisar de algo específico é só verificar no Índice e procurar a página. As Coleções que se espalham pelo seu Bullet podem ser numeradas também, a cada página que você tiver algo relacionada a mesma coleção é só colocar o número da página ao lado, sem precisar repetir no índice a mesma coisa, por exemplo, "Chás e Cafés - 5,10, 13".

*Log Futuro - local para armazenar os ítens que necessitam ser agendados nos meses à frente. 

*Log Mensal - ajuda a organizar o mês. Consiste em um simples calendário onde você lista os dias daquele mês (juntamente com o dia da semana referente) e anota ao lado a tarefa que cabe ao dia.

*Log Diário - esse tópico foi projetado para o uso do dia-a-dia. Durante o curso do dia você anota todas as tarefas que devem ser executadas naquele dia. Acabou? Faça um traço e logo na linha abaixo coloque o próximo dia. Sem mistério. 

Simples não? Esses layouts foram feitos baseados na simplicidade do sistema, sem firulas e decoração. Para aqueles que não gostam de desenhos, não tem habilidades artísticas e afins, não se preocupe. É simples e prático. Se procurarmos no Pinterest, por exemplo, encontramos os mais diversos formatos, sempre focados nos princípios básicos do Bullet Journal.

E ai, surgem inúmeras dúvidas sobre como fazer, o que colocar, e uma infinidade de perguntas (que eu também tenho). Como fazer, um caderno por mês? Um caderno para 6 meses? Ou para um ano inteiro? Gente, isso depende muito do que você quer do seu Bujo. Depende da quantidade de conteúdo que você deseja inserir. Eu acho que um caderno que você consiga fazer de 6 em 6 meses seria interessante, porque às vezes estamos em setembro e não precisamos de nenhuma informação que está lá em fevereiro, por exemplo. Muitas pessoas levam o Bujo junto delas para onde vão (seja trabalho, lazer, viagem, etc) e se o caderno for muito grande vai pesar, certo? Isso tudo é muito variável. Eu no momento estou usando de 2 em 2 meses, mas eu faço o meu Bullet Journal no Midori (o famoso Travellers Notebook, onde eu acoplo até 6 caderninhos). Eu comecei em julho, e o caderninho de julho, uma vez preenchido eu retirei quando terminei agosto. Agora quando terminar outubro, retiro o de agosto (deixo somente o mês anterior). Mas se usar um Moleskine, por exemplo, de uma quantidade razoável de páginas, acho que dá pra fazer sim de 6 em 6 meses.

Tópicos como "despesas", "finanças", compromisso"... podem ser distribuídos ao longo do seu bujo.  Para os Compromissos eu sugiro que eles sejam inseridos no Log Futuro e no dia do compromisso de fato você coloque um símbolo ( "*", "o", ou o que for relacionado à ele) e anote ao lado o que é. Se forem compromissos já com data certa, na minha opinião eles devem ficar no Log Futuro, pois te dá uma visão geral de todos os meses que estarão ali naquele caderno. Tópicos como "finanças" e "despesas", eles entram como "Coleção", porque você pode dedicar uma página (ou quantas necessárias) somente a isso. Podendo fazer colunas com os tópicos referentes ao que você quer controlar. 
"Ahn, mas eu devo planejar logo a semana toda?" O ideal, segundo o próprio Ryder é que seja planejado diariamente (no caso aqui do Log Diário - que creio ser o mais importante, pois é como um guia mesmo pra gente). Vamos supor que hoje seja segunda-feira, dai você já tem o dia todo anotadinho e programa a terça-feira. Mas você já sabe que tem tarefas certas para o dia seguinte, não vejo problema em deixar o dia seguinte pronto também. Se você tem noção de como será sua semana e se sente mais confortável em deixar tudo pronto, ok, não há problema algum nisso. Eu já fiz das duas formas, rs.
Sobre as Coleções... há uma infinidade de coisas que pode-se colocar! Vai da sua criatividade e necessidade. Eu AMO de paixão o site e o canal da Kara Benz (www.bohoberry.com). Ela mostra o bullet journal dela, mostra como fazer, mostra ideias de coleções e rastreios. Óbvio que você não precisa seguir tudo, mas é bem inspirador. Outro site bacana é o www.tinyrayofsunshine.com . Ambos são em inglês, mas mesmo para quem não entende o idioma dá uma olhada as imagens e nos vídeos porque sempre dá pra aproveitar.
Para coleções você pode fazer "lista de desejos", "livros para ler", "livros que já li", "filmes assistidos", "filmes para assistir", "economia", "log de refeições", "listas de presentes", "log de gratidão", "quotes", "pensamentos", "doodles" (que são desenhos) e mais um monte de outras coisas. Abaixo seguem algumas fotos de sugestões.



E também tem a opção de Rastreio, que geralmente  o pessoal faz mensalmente, de hábitos que você deseja acompanhar e rastrear. Aqui também há uma infinidade de opções, desde "acordar cedo" até "controle de refeição", entre outros. Segue mais uma foto ilustrativa.

Espero ter conseguido esclarecer algumas dúvidas e explicar o que é o Bullet Journal. Vou colocar também um vídeo no Canal mostrando todas essas imagens que pus aqui e explicando também rapidamente o sistema e tirando qualquer eventual dúvida.

Pessoal, me digam se gostaram. Se tiverem dúvidas podem colocar aqui e vou procurar atender todas :-)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Escrever Livros

Sou apaixonada por livros, sempre tive vontade de escrever algo, mas adiava a todo momento. Sabe aquela sensação de que pode não sair nenhuma linha? Ou que seu texto pode ser muito ruim? Por isso o adiamento, porém a vontade foi chamando de modo que não dava mais para ignorar. Comecei o projeto. Daí vem inúmeros pontos de interrogação na cabeça. Um deles foi "sobre o que escrever?". Difícil escolher porque gosto de ler gêneros variados, rs. E isso não facilita nem um pouquinho.
Optei pelo romance. Ai surgiram outras perguntas, rs. Onde? Por que? Quais são os meandros da estória? E olha que isso toma tempo, queima neurônio, rs e te faz dar uma surtadinha de leve. 
Aos poucos fui moldando personagens, lugares, a trama e tudo mais. Eu tinha visualizado algumas coisas, menos o desfecho. Depois de ter optado pelo tema e local onde se desenrola a estória fui fazer uma pesquisa básica para me ambientar e não falar bobagem, pois precisaria de um pano de fundo. Queria muito criar uma estória atemporal, mas não consegui (pelo menos não dessa vez). E assim, as palavras, as frases, os diálogos foram surgindo. Empolguei e escrevi muita coisa. Daí veio o "branco", aquele momento que você fica no vazio de assunto. A falta de tempo que eu estava por conta de trabalho não colaborava, daí parei com os escritos. Sinceramente tinha dado o texto todo por perdido, pois não tinha terminado. Uns 3 ou 4 anos depois (isso tudo gente!) eu decidi finalizar o livro. Mas uma dúvida me assombrava "como criar o desfecho perfeito"? Eu queria finalizar, mas não sabia como. E não queria que fosse algo abrupto. Um dia peguei meus rascunhos e deixei a 'mão' fluir, e foi com surpresa que consegui terminar, e dar um desfecho que me agradou. Fiz só uns ajustes de texto e fiz 3 revisões até ficar satisfatório para mim.
Esse mês fiz o registro do original e estou ansiosamente aguardando a Biblioteca Nacional me enviar o registro. E dá uma certa agonia, pois quero postar e falar mais sobre isso, Buscar a melhor forma para publicar e tenho que aguardar, rs. A sensação de ter algo escrito por mim, registrado e que poderá ser publicado é indescritível. Muita coisa passa pela cabeça, mas acho que é melhor ir por partes e ir curtindo todo esse processo.
Fiz um outro blog para falar sobre as questões do livro (quando começou a pipocar a ideia de escrevê-lo). Não está muito em dia, não consigo ainda postar frequentemente, mas assim que estiver com meu registro em mãos, pretendo ser mais assídua. 
Caso fiquem curiosos só acessar: http://sophiasnowy.blogspot.com.br/ 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

GOT - Game of Thrones S06/ep01

E quem não ficou o domingo inteiro na expectativa da estréia da sexta temporada de Game of Thrones? 
Confesso que eu perdi um pouco a empolgação quando livro e série começaram a diferir um pouco (sinceramente sou mais fã dos livros). E agora a série avança na frente do livro. O que esperar então?
No episódio de estréia "The Red Woman", a maior expectativa era ver a Melisandre ressuscitar Jon Snow. E não aconteceu (por enquanto). Porém alguns acontecimentos despertaram curiosidades: 1) O poder de Melisandre se esvair com a retirada do colar, 2) O vidrinho na mesa, pode indicar que se trata de um elixir do qual ela se utiliza para se manter jovem e atrair fiéis; 3) Ao tocar no rosto de Jon ela vê algo que pode mudar o curso da guerra em questão. Acho que ninguém esperava pela cena que encerrou o episódio. 
Conversando com meu namorado após o episódio, elaboramos teorias, rsrsrs.... Da possibilidade de Melisandre ter visto em Jon algo de real. Não fica claro na série (e nem no livro, ao que me lembre) a origem de Jon. Só se diz que é bastardo de Ned Stark. Será mesmo? 
Outro ponto curioso foi Sansa ter sido salva por Brienne. Enfim uma boa ação acontece, rsrs. Porém, vi em uma matéria que Sophie Turner (intérprete de Sansa) diz ter ficado horrorizada com a morte da personagem? Será que mais uma Stark (ao meu ver com destaque) vai morrer? Acredito que ela deveria conquistar Winterfell novamente para a família. Alguma forma de destruir os Bolton para reerguer Winterfell sob a bandeira Stark. Não faria sentido todos morrerem se a série/livro gira em torno dos Stark.
Quanto à Daenerys, aí fica uma incógnita. Mas, muito provavelmente será encontrada e voltará a uma Meeren destroçada. Acho que o erro da personagem foi querer parar em todas as cidades e achar que poderia com um título real que ainda não é dela (lembrem-se que o trono Targaryen foi usurpado pelos Lannsiters que ainda tocam o terror) libertar as cidades, seus escravos e achar que assim todos a apoiariam ao chegar em King's Landing para reclamar sua cora. 
Acho que, já estando na sexta temporada, George Martin poderia começar a ligar os pontos, juntar os Stark novamente, pipocar punições aos Lannisters e avançar com o núcleo de Daenerys para marchar para o fim.

Winter is coming! :-)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Clube da Carta

Quem nunca escreveu uma carta? Quem nunca recebeu uma carta? E qual o significado disso para você?
Quando era mais nova e o maravilhoso advento da internet ainda não era realidade, o hábito de escrever cartas a um amigo era mais comum, mais frequente. Depois que a internet começou a dominar o mundo e os emails foram conquistando adeptos (seja para trabalho ou fazer contato pessoal com conhecidos), nunca mais ouvi falar sobre cartas pessoais.
Lembro que por volta de 2002 eu ainda troquei algumas cartas com penpals italianos , logo que comecei a estudar o idioma, mas foram poucas. A maioria dos contatos se perdeu (mesmo com a internet, pode acreditar!).
Há pouco mais de um mês descobri o Clube da Carta, fuçando grupos pelo Facebook. E adivinha qual o intuito? Isso mesmo: trocar cartinhas com os membros do grupo! Vocês nem imaginam como isso me deixou contente! E além das cartas trocamos fofurices de papelaria (pois essa é uma afinidade entre todos os membros). É muito legal receber um mimo de uma pessoa que você não conhece, fazer novas amizades... E a integração no grupo é total! Essas ações nos fazem ver, sim, que é totalmente possível trocar correspondência, mesmo com dias corridos, pouco tempo para lazer às vezes e todo o mundo tecnológico a nossa disposição.
Agradeço aqui a Déia Dietrich por ter criado o grupo lindo e unido essa galera toda!
Aqui vai uma foto das cartinhas que já recebi nesse pouco tempo.


terça-feira, 22 de março de 2016

Coroa Cruel - Resenha


Ficha técnica:

Título Original: Cruel Crown
Autora: Victória Aveyard
Ano: 2016
Editora: Seguinte
Páginas: 232


Sinopse: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos.
Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte.Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho.Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.

Confesso que quando comprei não reparei que eram dois contos. Estava tão curiosa para ler a continuação de A Rainha Vermelha.... rs. Daí, fiquei frustada, mesmo. O que me deixou mais felizinha foi o gostinho do início de Espada de Vidro.
O texto da autora é muito bom, como no livro anterior, te prende e não faz querer parar de ler. Embora os dois contos deste livro sejam bons, eu não vi muito sentido de tê-los. Achei o conto sobre a Rainha Coriane um pouco fraco (não creio que acrescente muito no desenrolar da trama mais para frente), embora explique o motivo de Elara detestá-la. Mas é só isso.
O segundo conto, sobre a Capitã Farley, uma das líderes da Guarda Escarlate é mais interessante, pois a autora desenvolve o papel da personagem e pode-se compreender um pouco mais dos desdobramentos no terceiro livro.
Minha colocação é que embora muito bem composto e escrito, não acrescenta muito para o volume seguinte. Deu a impressão de que foi mais para divulgação e $$$ do que envolver o leitor na guerra entre vermelhos e prateados.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Backstreet Boys - Show'em what you're made of

Arrá! Eu e minha irmã, pensando no que postar no blog pra semana.... Daí, me vem a ideia de falar algo dos Boys que tanto amamos. Mas o que então?!
Eis que tivemos a brilhante ideia, numa sexta à noite de fazer um vídeo! E que vídeo é esse? Das duas doidas cantando... É ... não lá nenhuma perfeição. Mas o amor pelos Boys faz pagar mico.... hahahahaha.... Sintam-se à vontade para rir! :-)

Obs  1) Não  faço  ideia do motivo do Jack Sparrow estar no vídeo;
Obs 2) o boneco do Jack parece montagem, mas não  é,  rs.


Pra deixar todo mundo feliz depois das risadas.... o vídeo dos Boys, rs


https://www.youtube.com/watch?v=p_Lmof1IgW0


terça-feira, 1 de março de 2016

Livro: Profecia (Resenha)


Dados técnicos:
Autora: S.J. Parris (pseudônimo)
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 320

Sinopse: Outono, 1583. Traidores tramam uma invasão para depor Elizabeth e alçar a rainha católica Maria Stuart ao trono. Ao mesmo tempo, um fenômeno astrológico que supostamente proclama o fim de uma era faz circular em Londres diversas profecias terríveis sobre o futuro, que chegam até a pressagiar a morte da soberana. O filósofo, cientista e monge excomungado Giordano Bruno, perseguido pela Inquisição em Roma, é hóspede na casa do embaixador francês em Londres. Ele trabalha em segredo para o serviço de inteligência de Sua Majestade. Sua tarefa é reunir provas que ajudem a desvendar uma rede de dissidentes católicos. Sua vida de agente duplo exige muita cautela: embora o anfitrião lhe demonstre confiança irrestrita, sua esposa está determinada a seduzir Bruno para descobrir seus segredos. Quando uma dama de honra da rainha é misteriosamente assassinada na corte, o filósofo é arrastado para uma trama ainda mais delicada. Símbolos astrológicos gravados no corpo da jovem levantam suspeitas de magia negra, mas é possível que tudo não passe de uma ardilosa encenação com o objetivo de deixar a população em pânico. A morte de mais uma moça lança Bruno numa sinistra perseguição. Alguém parece estar decidido a executar um sofisticado plano de vingança em nome da religião. Mas quem? Cercado de inimigos numa cidade hostil, ele terá que encontrar a resposta se quiser salvar a própria vida.

Esse é o segundo livro da série (o primeiro é o Heresia - que ainda não li). A autora narra as aventuras do excomungado Giordano Bruno, ex monge e filósofo italiano. A trama é bem narrada, tem ótimo panorama histórico, sem ficar preso a detalhes. 
As conspirações contra  rainha da Inglaterra, os assassinatos e a profecia apocalíptica se mesclam e dão um sabor especial à leitura. É o tipo de livro de dizer "peraí, só mais um capítulo", rs. 
Lerei o Heresia (que procurei, mas está esgotado em várias livrarias, rs). Porém, o Profecia pode ser lido independentemente de ter lido ou não o primeiro volume (que também tem como Giordano Bruno como personagem principal).


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Parceria - Art&Facto e Projeto Pró Patinhas


Gente, para quem não me conhece, sou a dona da Art&Facto, lojinha online de encadernação manual artística. Sou apaixonada por gatos e há muito tempo busco fazer uma parceria do bem. Semana passada consegui!!! Com a indicação de uma amiga veterinária conheci o Projeto Pró Patinhas, de Petrópolis (RJ). E firmamos essa parceria esta semana (que irá ficar no ar ainda por um bom tempo).
Todas as peças vendidas na lojinha terão 10% do valor revertido para o Projeto Pró Patinhas. 
Contamos com a participação de todos vocês em prol dos bichanos, para que possam logo ser adotados e que nesse ínterim tenham uma vida mais confortável possível.

Nossos links:
www.facebook.com/cadernosartefacto
www.artefactocadernos.com
Instagram: @artefactorio

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Hidratantes Labiais


Olá  pessoal!!! Decidi falar um pouquinho sobre essas belezuras ai da foto. Eu adoro batom, e nessa leva oa hidratantes labiais.  Esses 3 estão  em uso por mim. Da esquerda para a direita:
1) Baby Lips da Maybelline - esse comprei tem bem pouco tempo. Oescolhi o de morango com acerola (confesso que nem foi pelo sabor e sim pela corzinha que ele dá  aos lábios ). Paguei 13,99 por ele (comprei na farmácia  mesmo). Experimentei quando cheguei em  casa. Trm um leve aroma das frutas já  mencionadas e fica uma corzinha rosada (o que é  bom porque dá  pra sair de casa com a boca hidratata e de quebra pintada :). Eu gostei desse hidratante por todos os motivos já  explicados e, principalmente,  porque cumpre sua função. 

2) Lip Butter - esse foi um dos primeiros que comprei. E eu amo!!!! É  lá  da Empório Body Store, o meu é  de blueberry, tem diversos aromas, mas esse me conquistou. Ele é  tipo um cremezinho, passa com os dedos mesmo, rs. E dura muito gente!  Eu uso ele o dia todo  praticamente  (ainda mais nesse calor absurdo que faz no Rio de Janeiro). O que eu mais gosto nele é  a duração,  às vezes  passo antes de dormir  e de manhã  quando acorod ainda sinto ele nos lábios  e hidrata muito. Super recomendo.  Ahn, preço  dele atualmente é  23,00.

3) Nivea, sabor menta. Esse anda direto na minha bolsa. É  bom pra usar quando você  sente que a boca está  ficando ressecada, e ainda dá  pra passar batom por cima tranquilamente. Eu gostei muito dessa versão  refrescante,  pois além  de hidratar é  refrescante. É o que  mais recomendo para o verão  intenso que vi emos aqui. Não  lembro exatamente quanto  paguei, mas por volta de 12,00.

E vocês, já  experimentaram algum desses? Curtem hidratantes labiais? 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Rainha Vermelha - Resenha


Título: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 424
Lançamento: 16/06/2015


SinopseUma sociedade definida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


Aos amantes de livros, visitar livrarias é quase uma obrigação, rs Nessas minhas visitas sempre batia o olho em "A Rainha Vermelha" e pensava "Sobre que será?". E vamos combinar que a capa divina é o que primeiro chama atenção nele. Resisti um pouco até comprá-lo, mas foi bem pouco, rs. 
Como quase todo livro, começa sutil, devagar e pensei "deve ser mais um livro mais ou menos". Como me enganei... 
Confesso que fiquei um pouco confusa no primeiro capítulo, até me ambientar na trama. Mas depois ficou mais claro. A trama se passa em uma sociedade dividida: os Vermelhos (podres, condenados à uma vida de miséria e nenhuma expectativa de melhorias, de sangue vermelho) e os Prateados (nobres, ricos, poderosos e governantes, de sangue prateado). 
Mare Barrow, a protagonista é uma adolescente vermelha, que não possui nenhuma aspiração profissional, sua atividade é roubar tudo que pode (o que faz com que tenha que ir para as linhas de combate, sem questionar quando convocada). Mare não aceita o sistema em que vive, acha injusto o modo de vida à qual é destinada a viver junto a sua família.
Porém, em meio às confusões as quais se envolve acaba conseguindo um emprego no Palácio como mais uma das empregadas da realeza à qual deve servir sem questionar e nem mesmo dirigir a palavra. Mas, durante um importante evento, Mare ganha os olhares dos nobres ao, de repente, demonstrar um poder que cabe somente aos prateados.
O que dizer ao mundo dos prateados e poderosos que uma simples vermelha, empregada do Palácio possui um poder? Mare se vê então, presa às intrigas e tramas do Palácio e os que nele vivem. Sua vida passa a depender de assumir uma identidade que não é sua e ao mesmo tempo lutar por sua causa sem que desconfiem de sua participação.
A autora, Victoria Aveyard, coloca em sua trama (muito bem escrita) questões de divisões sociais, ânsia por poder e tê-lo a qualquer custo, a revolta e aceitação de uma minoria que não tem escolha por não fazer parte do grupo dominante e que está destinada a viver à mercê da nobreza.



"Todo mundo trai todo mundo", é o que Mare Barrow aprende ao longo de sua nova vida no Palácio e ao longo de sua luta contra um mundo plástico e maior igualdade entre vermelhos e prateados. Tendo assim que agir como se fosse um deles.




O desenrolar da trama te faz querer ler mais e não largar o livro enquanto não chegar a última página. É um misto de emoções como revolta, medo, injustiça, angústia e esperança. O texto vai crescendo conforme avança e te faz querer toda a sequência.

E você, já leu? O que achou? 



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Palermo/Roma - último dia

E último dia de Itália!
Tomamos café da manhã cedo. O dono do hotel chamou o táxi para gente e lá fomos nós. Nosso vôo para Roma estava marcado para meio dia. Praticamente uma ponte aérea. Depois de pegar as malas, saímos de um Terminal para o outro e fomos almoçar porque ainda nem duas da tarde era e o vôo para o Rio era só às 21:50hs. Chá de aeroporto.
Almoçamos bem e pagamos barato (6 euros cada prato, um risoto de funghi e uma lasagna bolonhesa) mais as 2 coca colas. Ficamos num cantinho, prendemos as mochilas e malas entre as pernas e braços para cochilar um pouco, rs. Mas não durou muito. Fizemos um lanche e resolvemos despachar as bagagens (já tinha feito o check in online).
Malas despachadas, partimos para o duty free, fizemos umas comprinhas básicas e ficamos lá sentados no saguão aguardando nosso vôo de volta para o Rio.
Roma é linda demais! Palermo é muito maior do que imaginava. E, ambas cidades, quero voltar um dia.

Palermo - dia 03

Último dia em Palermo. Hoje foi dia de sítio arqueológico: Castellamare, no porto da cidade. Estávamos bem pertinho, caminhada de 15 minutos mais ou menos. E para o lado oposto de onde fomos dia anterior. Pagamos coisa de 3 euros para entrar. Não é uma área imensa, mas você pode ver toda a fortificação (e lá você não pode colocar nada no chão pra fazer fotos porque eles ficam de olho mesmo, rsrs. Um senhorzinho chamou nossa atenção no dia anterior lá na Cuba). Eu adorei lá, tudo gramado e florido. Parecia um campo de flores de frente para a Marina de Palermo :-)
Depois disso, contornamos o sítio por fora para dar uma olhada em uma construção que fazia parte dele, mas não estava aberto para visitar, e ficamos um pouco sentados observando a Marina, os barquinhos de pesca todos azuis e branco. Uma paisagem bonita, pena que foi o único dia que amanheceu nublado e só foi abrindo um pouco pra de tarde. Sem pressa, seguimos por outro caminho e encontramos uma igrejinha de 1500 ali, entramos para visitar. Muita obra de arte, a igrejinha vazia só tinha nós dois (depois entrou um casal, mas não demoraram muito). Tiramos umas fotos e seguimos em frente. Passamos por uma das Portas da cidade (Porta Felice, do século XVI), no caminho para encontrar a Via Vittorio Emmanuele encontramos uma micro loja de terracota. Não resistimos e entramos, e lógico, trouxemos uma de lembrança de viagem. Paramos logo à frente em uma pizzaria para almoçar (não tem como não resistir ao cheiro!). Depois de comer fui procurar uma loja de encadernação que tinha visto pela internet... Custamos um pouco a achar. É um pouco escondida, embora seja uma pracinha. Comprei uma agenda pra mim e uma lembrancinha lá. A outra loja que tinha pego o endereço já não existe mais.
De lá fomos a uma lanchonete só de batata frita, rs e levamos para comer no hotel, mas paramos na lojinha de cerâmica de novo, rsrsrsrs. Fizemos uma parada no hotel para um breve descanso, guardar as compras, banho e ao cair do dia saímos de novo. Fomos passear sem rumo. Passei em uma loja de cosméticos quase na esquina do hotel p/ comprar umas lembrancinhas) e  fomos até o Teatro Politeama de novo (fomos conferir a programação, se tivesse algo à noite iríamos tentar ir, mas não tinha nada, só na semana seguinte). Fomos caminhando pela rua principal (cheia de lojas de marcas, sebos no canteiro central, restaurante e prédios bonitos) até uma sorveteria para o último sorvete italiano da viagem. Nem deu para ver mais nada, pois o comércio fecha por volta de 20:30hs. O jeito então foi tomar o sorvete e voltar para o hotel. Arrumar as malas e deixar tudo pronto para o dia seguinte.





Palermo - dia 02

Adorei o café da manhã da Casa Galati (pão, bolos, doces, café, capuccino, frios e etc), simples, mas bem gostoso. Munida de mapa (que o dono me deu) foi melhor. Fomos direto ao Quattro Canti para começar a programação. Trata-se de um cruzamento onde as 4 esquinas tem a mesma construção (somente uma delas é uma Igreja, que só descobrimos no último dia quando vimos aberta e entramos à noite, muito linda por dentro).
Dali seguimos em frente até a Catedral de Palermo (que não pudemos entrar porque estava em restauração), mas se por fora já é um espetáculo, fico imaginando por dentro. Os jardins são bonitos,  cheios de laranjais e bancos por todo o entorno (tinha era muito estudante por aí, pois ao lado tem uma escola bem grande). Em frente encontrei uma loja de cerâmica típica da região, fiquei encantada (e claro que comprei umas coisinhas, inclusive uma caneca para minha coleção).
Dali em diante passamos por uma manifestação estudantil (fiquei meio receosa de ficar no cantinho da calçada esperando eles passarem, rs). Não entendemos uma palavra do que protestavam porque falavam em dialeto siciliano, rsrsrs.
Fomos caminhando até a praça em frente ao Parlamento. Que praça gracinha. Muitas árvores, bem cuidada, muitas laranjas e figo da Índia. Fomos por dentro da praça, pra ver e tirar fotos. Pela rua na lateral seguimos para a Chiesa San Giovanni degli Eremiti (o que me impressionou foram as entradas das casas, direto na calçada - que muitas vezes é estreita demais - mas são bem charmosas). A parte de visitação da Igreja é a que era uma Mesquita. A entrada foi 3 euros (se não me engano), e você visita duas salas onde deveriam ser os cultos (teto bem alto, tudo de pedra, bem bonito) e os jardins. Ahn, o átrio! Eu fiquei apaixonada! Adoro esse tipo de construção! Passeamos, fotografamos e aproveitamos pra descansar um pouquinho também, rs. Quando saímos de lá passamos pelos fundos do Parlamento (pode-se visitar, mas achamos caro a entrada e estávamos já na fase de contar a grana pra durar até o fim, rsrsrsrs). Paramos em um restaurante em frente p/ comer (não foi o mais barato, mas a fome estava chamando e não tinha outro lugar à vista). Pedi o arancini (croquete de risoto recheado, típico da região). Gostei bastante, mas achei um pouco pesado (não consegui nem experimentar um doce depois).
Fomos em frente rumo à Cuba (outra construção árabe). Passamos em frente a Fonte dos Dragões, eu parei para ver o gato que estava deitado no meio da escultura. Daí uma senhora veio falar conosco para ficar um em cada ponta da parede (a fonte tinha uma grade separando ela) e alguém falar em um dos buracos na parede que a pessoa na outra ponta ia ouvir. E não é que funciona? Telefone sem fio da Antiguidade, rsrsrs.... Continuamos o caminho, passamos em frente à Necrópole Púnica *que fica dentro do quartel dos Carabinieri) e logo chegamos a La Cuba. Pagamos 2 euros a entrada pra visitar a Cuba e a Necrópole. Fotos e fotos, e foi muito legal poder entrar em uma das escavações :-)
A última parada do dia foi a Catacumba dos Capuccinos (bem longe de onde estávamos e uma área um pouco esquisita). Quando chegamos lá estava fechado p/ hora da sesta (só voltava às 14hs - ou por aí). Daí entramos numa lanchonete para um café. Quando voltamos eles estavam abrindo e já tinha uma excursão lá esperando, rs.
Foi uma experiência única e diferente pra mim. O subterrâneo da Igreja dos Capuccinos é onde ficam os corpos embalsamados das pessoas que ali fora enterradas. É algo impressionante. Você vê, alguns pendurados em nichos em pé, outros deitados. A preservação que é o mais impressionante. Dá sensação de alguns a qualquer momento vão abrir os olhos e falar com você. É possível ver cabelo, unha, roupas preservadas e tudo o mais. Nos corredores tem lápides de pessoas que estão enterradas, brasões de famílias, de nobres e tal. No último corredor fica a mais famosa das Catacumbas, a Bela Adormecida (uma menina de 2 anos que morreu de pneumonia e o pai pagou o embalsamento e até hoje é preservada em câmara e tudo o mais. Pode soar macabro, mas parece uma boneca de cera. Ela foi uma das últimas a ser enterrada ali, em 1920. O primeiro corpo a ser enterrado foi de um frei capuccino em 1599, e é o primeiro exposto no primeiro corredor. É algo indescritível que vale muito fazer a visita. De lá, nós voltamos, à pé para o hotel. No meio do caminho paramos na loja de cerâmica para as compras e em uma lanchonete para comprar um sanduíche de salame e o canoli (doce típico da Sicília, e que é maravilhoso!). Fizemos nosso lanche no hotel mesmo, pois já chegamos no hotel no cair da noite. Lá (pelo menos nessa época) fecham tudo por volta de 20:30hs. O cansaço era tanto que fizemos nosso lanche e voltamos por quarto para descarregar as fotos, postar alguma coisa e falar com pessoal de casa.




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Palermo - dia 01

E madrugamos. De pé às cinco da madruga. Café da manhã sonolento, noite lá fora, mas fomos rápidos e conseguimos em 1 hora fazer tudo o necessário. Às 06 da manhã em ponto o taxista chegou (o que pegamos contato em um dos dias que precisamos pegar táxi). Andamos por uma Roma ainda adormecida. Chegamos no Fiumicino o Sol estava querendo dar o ar da graça. Como já tínhamos feito o check in na internet foi mais rápido. Despachamos logo as malas e fomos pro embarque. Enquanto aguardávamos no salão de embarque (que o bilhete dizia que era um portão, mas que não estava confirmado ainda, e fomos descobrir que era outro no extremo de onde estávamos 5 minutos antes de abrir o portão pra embarcar, rs). comemos aquele croasaint maravilhoso que eles tem lá. Nome da lanchonete: Mercedes Benz, isso mesmo, da famosa e caréssima Mercedez, do outro lado era o da Ferrari, rsrs.
Enfim, lá fomos nós para nosso vôo rumo a maior cidade da Sicília: Palermo. O vôo é de 50 minutos e mal deu para cochilar (mas consegui, rsrs). Serviram um biscoitinho muito gostoso (opção entre doce e salgado) e suco, água ou coca cola. A paisagem lá do alto é bonita! Pena que com muita nuvem não deu pra ver muito os contornos da ilha.
O desembarque foi rápido, pegamos logo as malas e fomos de táxi (porque o aeroporto também é bem longe do centro histórico). Lá também a corrida é tabelada. E o visual foi maravilhoso! Dia de Sol, sem nenhuma nuvem no céu... de um lado um mega paredão rochoso e do outro o mar da Sicília. Encantador!
A rua do B&B é bem estreita, passa um carro só, e olhe lá. Uma portinha pequena com o nome e uma campainha. Toquei avisando que era hóspede, quando abri a porta, um micro hall e um elevador (coisa de italianos mesmo, rsrsrsrs). O B$B Casa Galati é um andar só, com poucos quartos, super fofo e donos (pai e filho) uns amores de pessoa. Nos receberam muito bem e nos deixaram bem à vontade. Marco, o dono do lugar foi super solícito, nos ofereceu um cafezinho enquanto aguardávamos o quarto ficar pronto e nos deu um mapa e dicas do lugar e tudo mais. Super recomendo caso desejem ir à Palermo.
O quarto também bem limpo e super bonitinho. Ar condicionado e aquecedor, cama de casal, armário, mesas de cabeceira, cadeiras, mesa e tv. Ahn, na mesa uma bandeja com 2 canecas, chaleira elétrica e sachês de chá (adoreeeei). Banheiro também, simples e limpo. Foi uma escolha acertada.


Roma - dia 08

Infelizmente nosso última dia em Roma. Parada do dia: Feira de Antiguidade de Porta Portense. Fomos à pé, é claro. Achando a feira.... o início dela era realmente de antiguidade, e fomos nós caminhando, vendo as barracas e tudo o mais (não encontramos nada interessante para trazer). Você anda, anda, anda e parece que não tem fim. A impressão é que as barracas se multiplicam, rs. E, olha, tinha de tudo que se possa imaginar, brechó, roupa nova, usada, calcinha, sutiã, cueca, aviamento, calçados novos e usados, artigos militares, barraca de lanche, italiano, indiano, paquistanês nas barracas! Uma loucura! Hahahaha... Comprei um par de luvas de couro por lá (10 euros!!!). Compramos umas coisinhas, mas logo estávamos doidos pra sair dali. Muita muvuca, e uma gritaria que só dos donos das barracas querendo atrair clientes, rs. Aí você imagina um Saara (centro de comércio popular aqui no Rio de Janeiro) com o dobro na gritaria para ganhar clientes. Realizou? Então.... fomos seguindo em frente pra sair de lá (não sabíamos mesmo onde sairíamos) porque voltar seria impossível, era muito fazer o caminho de volta.  Por fim encontramos o final. Paramos para observar e percebemos que não fazíamos ideia de onde estávamos, rs. Mas, por sorte nossa, encontramos o rio! Hahaha.... E lá fomos nós seguindo por ele, até descobrir que estávamos numa outra parte do Trastevere (sentindo que é destino....rsrs). Optamos por comer no apê, porque era o último dia e tinha comida para almoço e janta. E não podíamos deixar perecível lá né! Mas chegamos no apê já quase 2 da tarde. Fizemos nosso macarrãozinho (que compramos o pcte de meio quilo por 0,50 centavos de euro no Carrefour express) com molho de tomate e muzzarela de búfalo. Demos aquela descansadinha básica depois do almoço e partimos arrumar mala, ver o que faltava comprar, se faltava alguma lembrancinha além das que tínhamos combinado de comprar hoje. Assim, a minha mala lotou! Mas tudo bem.... ainda tinha que entrar coisa, rs. Falei com o povo de casa e no fim da tarde partimos pras lojinhas perto da estação do metrô Ottaviano. Fomos à pé.... passamos de novo pela Piazza San Pietro (e nunca cansamos de admirar a grandiosidade e beleza), passamos pela entrada dos museus e chegamos nas lojinhas e camelôs. Até que fomos rápidos nas compras, pois já sabíamos o que queríamos. E pra fechar o dia, ou melhor, a noite, tomamos aquele sorvete artesanal esperto e gostoso (só uns 15 graus e tomando sorvete, rsrs).
De volta no apê, matamos a sobra do almoço e fomos "brigar" com as malas para guardar tudo. Coube, mas com muito esforço, rs. Arrumamos o apê para devolver do jeito que encontramos e para o dono não achar que somos bárbaros, rsrsrs. Por último foi levar o lixo até a caçamba mais perto (tínhamos que descer a rua, atravessar uma rua larga tipo Av. Pres. Vargas e seguir em frente mais um pouco) com 3 sacolas de lixo, rsrsrs..... Mas, faz parte né!
De volta ao apê, foi comunicar com povo de casa, passar horário do vôo de Roma para Palermo (Sicília) e dormir porque às 5 da madruga tínhamos que estar de pé!
 (Essa é a entrada do prédio onde ficamos, a janelinha cortada ali na foto era a nossa janela)

 (O começo da feira de antiguidades de Porta Portense).

 (Uma das ruas do Trastevere)

 (Um dos diversos restaurantes no Trastevere)

Roma - dia 07

Hoje foi o dia fora de programação, porque, teoricamente, iríamos à Florença. A passagem cara nos presenteou com mais um dia em Roma (nem reclamo, rsrs).
Dia sem pressa, sem hora e podendo descansar mais um pouco! Mas mesmo assim, por volta de 8:30 já estávamos de pé, preparando café da manhã e checando novidades e informações (do atentado em Paris) na internet.
Fomos matar a curiosidade: conhecer a Isola Tiberina, incrível, mas é isso mesmo, uma ilha no meio do rio Tibre, e nem longe de onde estávamos. O acesso à ela é por uma das diversas pontes que cortam o rio. A ilha abriga um hospital, em frente há uma igreja (que depois descobri que era um antigo templo em homenagem a Esculápio (nada propício né?), uma farmácia e um restaurante. E é bem grandinha.
Como por todo o Tibre, nela também tem escadas que dão acesso a um largo calçadão margeando o rio. Descemos e fomos contornar a ilha. Você pode passear por ela toda, com restrição, é claro, ao hospital. Lá embaixo, principalmente pros fundos do hospital, achamos um pouco abandonado, com lixo, sujo e em algumas partes com muito mato. Parecia dormitório de mendigo. À noite não parece muito sugestivo ficar circulando por ali (até porque a iluminação de rua lá é bem pouca). Porém, o visual é lindo! É uma outra forma de se olhar a cidade. Dali do lado de fora, a gente pode ver as muralhas do hospital e de repente você se pega pensando em como seria o movimento ali uns mil anos atrás. Tão perto e tão longe do burburinho da cidade.  Se aquele hospital é bom e com boas instalações ali deve ser um bom lugar para se internar (sei que a ideia não soa boa, mas para pessoas doentes um lugar tranquilo colabora). O som das águas do rio deve fazer bem (fico imaginando em um dia de chuva, e quando neva deve ser bonito de se ver).
Passamos a manhã ali, fuçando, caminhando, conhecendo e fotografando.



Dali nós voltamos pelo Trastevere (De novo? Sim, de novo, rsrsrs. E não me canso). Bairro sempre agradáve (de dia ou de  noite). Ruas estreitas que de repente se abrem em uma praça, studios de tattos (me segurei pra não entrar e fazer uma, rs), lojas caras, perfumarias artesanais, salumerias, camelôs, pessoas de bike disputando espaço com mesas de restaurantes nas calçadas, lambretas por todos os cantos, apartamentos à venda.... Tudo tem ali (inclusive varais de roupa de uma janela a outra - de um prédio para outro em frente). Paramos em um restaurante chamado "Carlo Menta", com um carro antigo na porta atraindo o pessoal.  Almoçamos ali (e novamente não achamos caro, dois pratos de massa, 2 bebidas (coca cola e ice tea), e sobremesa da casa, pagamos 35,00 euros. Super recomendo). Depois do almoço fomos passeando por dentro do bairro mesmo, por ruas diferentes dos outros dias até chegarmos no apê. Baixamos fotos, vídeos, entramos em contato com o povo de casa e aproveitamos pra tomar um café em casa também. Decidimos comprar umas coisinhas para trazer no dia seguinte, domingo, último dia em Roma. Passamos o fim da tarde e noite no apê mesmo (passamos só no mercadinho pra comprar chocolate e algo para comer dia seguinte).


Roma - dia 06

E chegou a sexta-feira! A semana voou e nós entramos no ritmo acelerado da cidade eterna. O único compromisso que tínhamos hoje era a apresentação do Poster do Davi no Congresso, na Sapienza (genteeeeeeee, muito chique isso! A mais famosa... adorei o campus!). Conseguimos acordar um pouquinho mais tarde para descansar. Porém, como queríamos ir à pé, saímos cedo do apê.
E era sexta-feira, e sexta feira 13. Em Roma! Maravilha! Heheheheh... Adoro sexta-feira 13 :-)
Fomos caminhando, beirando o Tibre, como sempre, e seguindo nosso super mapa companheiro de todas as horas, rs. Mas depois de andar bastante (bota aí uns 50 minutos), estávamos um pouco cansado, quando nos deparamos com uma ladeira na Via Cavour, foi o momento de realmente optar pelo táxi. Estávamos perto do Termini, e ainda tinha uma boa caminhada pela frente. Ficamos preocupados com o horário. E lá fomos nós de táxi (pagamos 8 euros), foi um trecho pequeno.
Gente, fiquei apaixonada pela Sapienza (eu já tinha ouvido falar, já tinha fuçado o site deles, visto tudo que tinha pra ver online, uns anos atrás, mas nada dessas coisas te prepara mesmo para o que se vê - como tudo em Roma). Enfim, a apresentação foi super legal, fizemos uns contatos e estamos pensado em ir a outra Conferência daqui a um tempo.
Compromisso terminado fomos caminhando até o Termini, dessa vez sem pressa. Entrei em uma farmácia (queria ver se era tão legal como as de Buenos Aires, rs), e saí de lá com um óculos (para colocar grau) novo! Chique agora com óculos italiano, rsrsrs (paguei 9,90 euros, rs).
Só que assim, ali é meio esquisito mesmo. É um terminal imenso! Tem de tudo: ônibus regular, ônibus de turismo, trem, metrô e muita, mas muita gente circulando (e, obviamente, os espertinhos também). Nós entramos na estação na expectativa de comprar bilhetes para Florença, para um bate e volta no sábado. Paramos nos terminais de auto atendimento, ficamos esperando porque tinha um ser meio esquisito rondando, quando ele sumiu fui tentar comprar as passagens. Em vão. Achei caro para passar só um dia. Até procurei outras cidades próximas, mas além de achar caro vi um aviso nos terminais nada convidativo: um alerta para tomar cuidado com os batedores de carteira (tá, eu já tinha lido isso em muitos lugares, mas p/ ter aviso dentro do próprio terminal não é legal, vamos combinar). Optamos por não ir à outro lugar e passar o sábado em Roma (sempre tem o que fazer!).
Fomos caminhando e vimos um quiosque de lanches do outro lado da rua com uma placa indicando que existia ali deste tipo 1700 e alguma coisa, se não me engano, pensamos duas vezes, queríamos comer ali, mas as mesas eram na rua, íamos ter que abrir bolsa pra pegar dinheiro e tal.... e com todos esses alertas, desistimos, rs. Paramos nas bancas de livros (sebos mesmo), compramos umas coisas e seguimos adiante. Eu quis cometer um 'desatino', como diz Davi, rsrsrs... experimentar o McDonalds de Roma. Isso aí (não me xinguem, rsrs). Tinha um perto e fomos lá. Pedi duas ofertas do Piemonte (um sanduíche grande, de pão artesanal, uma boa carne, bacon, queijo, presunto, molho gostoso e umas folhinhas que aqui é alface, lá é a cassandra (gente não sei qual o nome aqui, mas parece uma mini rúcula). Acompanhado de batata frita, e trocamos o refri pelo suco de laranja (foooorte pra caramba o sabor). Gostei do combo, mas não ia voltar lá com tantas pizzarias e tratorias espalhadas não é mesmo? Sem querer encontramos uma sorveteria artesanal que é uma kombi vintage, super bonitinho, mas como o estômago estava cheio não paramos. Iríamos encontrar outras sorveterias pelo caminho. Voltamos sem pressa para o apê, já devia ser quase 4 da tarde. Pegamos uma rua no sentido contrário, mas logo percebemos e voltamos, rsrsrs. Achamos o Tibre e voltamos margeando ele até o Trastevere, e daí em diante voltamos por dentro do bairro. Encontramos uma loja de encadernação que fiquei completamente louca por ela. Minha vontade era trazer tudo! Hehehehe... compramos umas lembrancinhas e seguimos pro apê. No caminho tinha umas confeitarias lindas, rsrsrs... Mas gente, por mais viciada em açúcar que eu seja, não consegui comer tudo que vi pela frente. Chegamos em casa já noite.... O cansaço era tanto que foi banho e jantar a sobra do dia anterior (risoto de funghi). Baixar foto, comunicar com o povo em casa. E descobrir que ocorreu o atentato em Paris (Bataclan). E não ouvimos nada nas ruas de Roma. E sim, o alarde que se faz pelo jeito é mais aqui do que lá. Mas, sabíamos que dia seguinte veríamos muito mais policiamento nas ruas (ainda mais hospedados a minutos do Vaticano).


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Roma - dia 05

E o dia foi todo dedicado à Ostia Antica (sítio arqueológico). 
A caminhada foi teeeensa até chegarmos na estação Pirâmide (estação de trem, metrô e ônibus), que tem este nome, creio eu, devido à Pirâmide de Céstio que fica em frente a ela, e bem do lado a Porta São Paulo (que parece uma entrada de um castelo medieval). Andamos uns bons 45 minutos pra chegar lá. Pegamos o trem de 11hs. Trem tipo supervia mesmo, rs... E lá fomos nós entrando pelos subúrbios de Roma até chegar na estação Ostia, mesmo nome do sítio arqueológico, região litorânea de mesmo nome. A entrada foi 11 euros para cada. 
Fomos recepcionados e 'guiados' por dois gatinhos peludos e liiiiindo, além de super meigos durante boa parte do caminho. Fiquei apaixonada pelos dois, super fofos e que brincaram e me deixaram pegar no colo, rsrsrs (sou meio suspeita porque amo gatos!).
Novamente gente..... é gigaaaaante.... É uma cidade afinal de contas né! E lá você passeia à vontade no meio de tudo... pode ver de perto, pode tocar. É maravilhoso. a necrópole, as casas, as termas (estavam restaurando um dos mosaicos, muito legal o trabalho dos funcionários). E, por fim, o espaço destinados aos mercadores (assim acreditamos porque ali eram pessoas do mar, de comércio marítimo, por ser região litorânea). O anfiteatro (grande.... sentamos lá no alto... a vista é bonita, o silêncio é encantador!). O tempo de frente para o teatro (o de lá infelizmente só tinha duas colunas de pé) E quando você para para dar uma descansada e admirar o lugar, não tem como não imaginar como era a vida ali, como eram as pessoas, como a cidade funcionava.
Dali, paramos na lanchonete (duas e pouco da tarde, roxos de fome!). Comemos cada um um prato de massa com fanta sabor limão siciliano (25 euros tudo). Claro que entrei na lojinha e compramos coisinhas. O museu fica ao lado com um pequeno acervo de peças da área e um mooooonte de gatinhos lindos e fofos!. dali voltamos tuuuuudo a pé, é claro, para pegar o trem de volta. 
Pegamos trem e metrô na hora do rush, mas quem liga depois de andar horas a fio e estar cansado?! rsrsrsrs.... Tivemos que fazer troca de linha do metrô (que foi super tranquilo, antes de embarcar o guardinha me ensinou o caminho e ainda me deu um mapa do metrô). Fomos da estação Pirâmide, trocando no Termini, para a estação Ottaviano (a do Vaticano e a dez minutos do apartamento). Ainda passeamos ali no entorno... descobrimos lojas legais e os camelôs que fazem a festa de quem quer gastar pouco como nós! Dali voltamos para o apartamento, pois nossos estômagos clamavam por comida e nossos pés por descanso. Fizemos a janta e comemos no apê.











 (fazendo propaganda do livro do Mô :)