segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Rainha Vermelha - Resenha


Título: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 424
Lançamento: 16/06/2015


SinopseUma sociedade definida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


Aos amantes de livros, visitar livrarias é quase uma obrigação, rs Nessas minhas visitas sempre batia o olho em "A Rainha Vermelha" e pensava "Sobre que será?". E vamos combinar que a capa divina é o que primeiro chama atenção nele. Resisti um pouco até comprá-lo, mas foi bem pouco, rs. 
Como quase todo livro, começa sutil, devagar e pensei "deve ser mais um livro mais ou menos". Como me enganei... 
Confesso que fiquei um pouco confusa no primeiro capítulo, até me ambientar na trama. Mas depois ficou mais claro. A trama se passa em uma sociedade dividida: os Vermelhos (podres, condenados à uma vida de miséria e nenhuma expectativa de melhorias, de sangue vermelho) e os Prateados (nobres, ricos, poderosos e governantes, de sangue prateado). 
Mare Barrow, a protagonista é uma adolescente vermelha, que não possui nenhuma aspiração profissional, sua atividade é roubar tudo que pode (o que faz com que tenha que ir para as linhas de combate, sem questionar quando convocada). Mare não aceita o sistema em que vive, acha injusto o modo de vida à qual é destinada a viver junto a sua família.
Porém, em meio às confusões as quais se envolve acaba conseguindo um emprego no Palácio como mais uma das empregadas da realeza à qual deve servir sem questionar e nem mesmo dirigir a palavra. Mas, durante um importante evento, Mare ganha os olhares dos nobres ao, de repente, demonstrar um poder que cabe somente aos prateados.
O que dizer ao mundo dos prateados e poderosos que uma simples vermelha, empregada do Palácio possui um poder? Mare se vê então, presa às intrigas e tramas do Palácio e os que nele vivem. Sua vida passa a depender de assumir uma identidade que não é sua e ao mesmo tempo lutar por sua causa sem que desconfiem de sua participação.
A autora, Victoria Aveyard, coloca em sua trama (muito bem escrita) questões de divisões sociais, ânsia por poder e tê-lo a qualquer custo, a revolta e aceitação de uma minoria que não tem escolha por não fazer parte do grupo dominante e que está destinada a viver à mercê da nobreza.



"Todo mundo trai todo mundo", é o que Mare Barrow aprende ao longo de sua nova vida no Palácio e ao longo de sua luta contra um mundo plástico e maior igualdade entre vermelhos e prateados. Tendo assim que agir como se fosse um deles.




O desenrolar da trama te faz querer ler mais e não largar o livro enquanto não chegar a última página. É um misto de emoções como revolta, medo, injustiça, angústia e esperança. O texto vai crescendo conforme avança e te faz querer toda a sequência.

E você, já leu? O que achou? 



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