sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Palermo - dia 02

Adorei o café da manhã da Casa Galati (pão, bolos, doces, café, capuccino, frios e etc), simples, mas bem gostoso. Munida de mapa (que o dono me deu) foi melhor. Fomos direto ao Quattro Canti para começar a programação. Trata-se de um cruzamento onde as 4 esquinas tem a mesma construção (somente uma delas é uma Igreja, que só descobrimos no último dia quando vimos aberta e entramos à noite, muito linda por dentro).
Dali seguimos em frente até a Catedral de Palermo (que não pudemos entrar porque estava em restauração), mas se por fora já é um espetáculo, fico imaginando por dentro. Os jardins são bonitos,  cheios de laranjais e bancos por todo o entorno (tinha era muito estudante por aí, pois ao lado tem uma escola bem grande). Em frente encontrei uma loja de cerâmica típica da região, fiquei encantada (e claro que comprei umas coisinhas, inclusive uma caneca para minha coleção).
Dali em diante passamos por uma manifestação estudantil (fiquei meio receosa de ficar no cantinho da calçada esperando eles passarem, rs). Não entendemos uma palavra do que protestavam porque falavam em dialeto siciliano, rsrsrs.
Fomos caminhando até a praça em frente ao Parlamento. Que praça gracinha. Muitas árvores, bem cuidada, muitas laranjas e figo da Índia. Fomos por dentro da praça, pra ver e tirar fotos. Pela rua na lateral seguimos para a Chiesa San Giovanni degli Eremiti (o que me impressionou foram as entradas das casas, direto na calçada - que muitas vezes é estreita demais - mas são bem charmosas). A parte de visitação da Igreja é a que era uma Mesquita. A entrada foi 3 euros (se não me engano), e você visita duas salas onde deveriam ser os cultos (teto bem alto, tudo de pedra, bem bonito) e os jardins. Ahn, o átrio! Eu fiquei apaixonada! Adoro esse tipo de construção! Passeamos, fotografamos e aproveitamos pra descansar um pouquinho também, rs. Quando saímos de lá passamos pelos fundos do Parlamento (pode-se visitar, mas achamos caro a entrada e estávamos já na fase de contar a grana pra durar até o fim, rsrsrsrs). Paramos em um restaurante em frente p/ comer (não foi o mais barato, mas a fome estava chamando e não tinha outro lugar à vista). Pedi o arancini (croquete de risoto recheado, típico da região). Gostei bastante, mas achei um pouco pesado (não consegui nem experimentar um doce depois).
Fomos em frente rumo à Cuba (outra construção árabe). Passamos em frente a Fonte dos Dragões, eu parei para ver o gato que estava deitado no meio da escultura. Daí uma senhora veio falar conosco para ficar um em cada ponta da parede (a fonte tinha uma grade separando ela) e alguém falar em um dos buracos na parede que a pessoa na outra ponta ia ouvir. E não é que funciona? Telefone sem fio da Antiguidade, rsrsrs.... Continuamos o caminho, passamos em frente à Necrópole Púnica *que fica dentro do quartel dos Carabinieri) e logo chegamos a La Cuba. Pagamos 2 euros a entrada pra visitar a Cuba e a Necrópole. Fotos e fotos, e foi muito legal poder entrar em uma das escavações :-)
A última parada do dia foi a Catacumba dos Capuccinos (bem longe de onde estávamos e uma área um pouco esquisita). Quando chegamos lá estava fechado p/ hora da sesta (só voltava às 14hs - ou por aí). Daí entramos numa lanchonete para um café. Quando voltamos eles estavam abrindo e já tinha uma excursão lá esperando, rs.
Foi uma experiência única e diferente pra mim. O subterrâneo da Igreja dos Capuccinos é onde ficam os corpos embalsamados das pessoas que ali fora enterradas. É algo impressionante. Você vê, alguns pendurados em nichos em pé, outros deitados. A preservação que é o mais impressionante. Dá sensação de alguns a qualquer momento vão abrir os olhos e falar com você. É possível ver cabelo, unha, roupas preservadas e tudo o mais. Nos corredores tem lápides de pessoas que estão enterradas, brasões de famílias, de nobres e tal. No último corredor fica a mais famosa das Catacumbas, a Bela Adormecida (uma menina de 2 anos que morreu de pneumonia e o pai pagou o embalsamento e até hoje é preservada em câmara e tudo o mais. Pode soar macabro, mas parece uma boneca de cera. Ela foi uma das últimas a ser enterrada ali, em 1920. O primeiro corpo a ser enterrado foi de um frei capuccino em 1599, e é o primeiro exposto no primeiro corredor. É algo indescritível que vale muito fazer a visita. De lá, nós voltamos, à pé para o hotel. No meio do caminho paramos na loja de cerâmica para as compras e em uma lanchonete para comprar um sanduíche de salame e o canoli (doce típico da Sicília, e que é maravilhoso!). Fizemos nosso lanche no hotel mesmo, pois já chegamos no hotel no cair da noite. Lá (pelo menos nessa época) fecham tudo por volta de 20:30hs. O cansaço era tanto que fizemos nosso lanche e voltamos por quarto para descarregar as fotos, postar alguma coisa e falar com pessoal de casa.




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