terça-feira, 29 de agosto de 2017

RESENHA - A Teoria de Tudo

Autora: Jane Hawking
Editora: Única, SP: 2014
Páginas: 446

SinopseA história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.  Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. 

Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.

Antes de expor minha opinião quero dizer que primeiro vi o filme. Bastante tempo depois vim a ler o livro. E devo dizer que o filme não retrata nem metade dos relatos de Jane Hawking sobre a vida que levaram durante os 25 anos de casamento.
Terminei a leitura com muita coisa fervilhando na minha cabeça. O quão altruísta uma pessoa pode ser? Até onde chegam nossos limites de se 'anular' em prol de outra pessoa? Fiquei pensando que muitos do problemas, que achamos que achamos que são enormes ficam um pouco pequenos ao ler o relato de luta que ambos passaram ao longo desses anos.
Sinceramente não sei determinar se achei que Jane, por um amor incondicional à Stephen, estava certa ao tomar para si toda a responsabilidade da doença progressiva do marido, deixando sua carreira de lado. E se ele, por outro lado, foi 'desdenhoso' em termos de consideração pelo que ela abriu mão e deixou de viver individualmente por causa dele. 
No decorrer da estória percebemos a disposição infinita de Jane para com Stephen e sua consciência para, tanto ser aceita no clã Hawking, quanto para provar (para si mesma, para Stephen ou para os outros?) fazer  a vida acontecer como uma família.
Achei seu relato apaixonado, desconcertante, angustiante e frustrante em relação a todos os momentos que passaram ao longo da vida.
Minha ressalva é sobre a própria Jane Hawking e não ao seu marido gênio: a força e a determinação de uma mulher que lutou pelo que acreditava, não só pelo conceito de família (por ser uma pessoa religiosa), mas pelo amor irrestrito, muitas vezes se anulando para que Stephen ficasse o melhor possível dentro do seu quadro de ELA. Vejo nela a imagem de mulher forte, que mesmo sob todas as críticas e ofuscação de holofotes, estando sempre em segundo plano, soube dar a volta por cima e construir uma vida para si após toda sua juventude e vida adulta dedicados ao marido.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Poder do Agora - Resenha


 Autor: Eckhart Tolle
Editora: Sextante, 2002
Páginas: 220

E vamos para mais uma resenha? Li este livro por recomendação da minha amiga Carolina Vasconcelos. Comprei no formato ebook, pela Saraiva.
E em um mundo em que se fala em mindfullness, uma busca pelo nosso eu interior e coisas do gênero (o que acredito que esse mundo anda precisando porque né...). Eckhart Tolle nos dá uma luz sobre algumas coisas que podemos fazer e perceber dessa vida louca que levamos hoje em dia. Eis o que consegui captar do seu ensinamento (o texto bem resumido é meu mesmo, rs).

Não deixe que sua mente tome controle de você. Achei também estranho quando li, porque pensei "ué, mas se é a minha mente, eu que controlo ela não?". Pois é, segundo Tolle a mente nos domina com uma enxurrada de pensamentos durante todo o dia. Você nunca se pegou pensando em várias coisas que deveria fazer mesmo que estivesse fazendo outra coisa? Então, é isso que ele quer dizer que a mente nos controla e não o contrário. E ele tem razão.
Quando nós conseguimos interromper um pensamento, ocorre uma interrupção do fluxo mental, fica um espaço de "mente vazia". Conforme praticamos isso, essa interrupção, esses espaços de mente vazia vão ficando mais longos. Dessa forma percebemos o estado de pura consciência.
No estado iluminado (onde aqui ele diz que a Iluminação é o estado de plenitude e paz), continuamos a usar a nossa mente, porém de modo mais focado e eficiente.
Tolle diz que  tempo é uma ilusão. Aposto que você também pensou "quantas ele fumou?". Mas pela forma como ele coloca, sim, o tempo pode ser mesmo uma ilusão. Ele diz que a maioria das pessoas tendem a se prender a 2 tempos: passado e futuro, impedindo assim de sentir e vivenciar o Agora, que é o que de fato importa. 
O passado está lá atrás e não pode ser modificado (não temos uma máquina do tempo não é mesmo?) e o futuro são projeções da nossa mente, onde não necessariamente as coisas irão acontecer. O que ele diz é que devemos apenas tirar lições e aprender com o passado e deixar ele quietinho lá no tempo dele, o próprio passado. E quanto ao futuro, podemos sim fazer planos, mas sem nos prendermos a isso para não gerar frustrações e não vivermos apenas vislumbrando como pode ser o futuro sem que se viva o Agora.
Assim devemos direcionar nossa atenção para o momento presente, este é o que importa. Este é o que vivemos. Avalie o que está sentindo, para onde você direciona o seu pensamento. E se ele está muito distante do momento presente, tente trazê-lo de volta. É um bom exercício. Mantenha a atenção total e plena na atividade que está executando, viva-a.
O poder do Agora é estar totalmente presente e consciente do seu corpo e daquilo que está fazendo. Procure se conectar com seu corpo, com o seu eu interior e buscar paz dentro de si. Relaxar e fazer uma meditação (10 minutinhos do seu dia) ajudam a centrar e tomar consciência de si e a sentir o momento presente.