segunda-feira, 13 de agosto de 2018

RESENHA: Todas as Coisas Belas


Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 262

Sinopse: Você é livre para ser quem quiser — mesmo que isso tenha um preço

Depois de O lado bom da vida, Matthew Quick cria romance para todos que desejam se encontrar Consagrado no Brasil com o best-seller O lado bom da vida, Matthew Quick traz ao público jovem uma ode à liberdade, abordando as complexas questões de identidade que marcam a transição para a idade adulta. 
Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a típica boa garota. No fundo, porém, ela nunca se sentiu realmente parte do grupo, sufocando em um permanente desconforto com diversas atitudes das amigas e com os padrões sociais. Mas tudo muda quando, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que ela pode ser de fato quem é. Nanette se torna amiga do recluso autor e se apaixona por Alex, um jovem poeta que também é fã do livro. Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais

Livro com leitura bem fluída, a narrativa do autor te envolve e você não se dá conta de que leu capítulos  capítulos em uma só sequência. De forma leve o autor aborda questões sobre nossa personalidade. Sobre quem somos e quem queremos ser, sobre uma postura que a sociedade nos impõe e que sem querer nos vemos a adotando para sermos aceitos. Aqui ele mostra, através de Nanette, que sim podemos ser quem queremos, assim que paguemos um preço por isso. Quebrar barreiras internas primeiro são necessárias para podermos ser felizes da maneira que desejamos e não como esperam.  Entender o que somos e como somos é importante para vivermos em harmonia com nosso eu interior, ainda mais nessa fase da adolescência onde um mundo novo se descortina ao terminamos o ensino médio e rumamos para uma vida nova.


Nota: 5/5
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quarta-feira, 18 de julho de 2018

RESENHA: Jantar Secreto

Editora: Cia das Letras, 2016
Páginas: 360
Gênero: Literatura Brasileira/terror

Sinopse: Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.

O que esperar de um livro onde 4 amigos do interior seguem para o Rio de Janeiro para estudar e se vêem em apuros ao precisarem arrumar uma grana para pagar a dívida do aluguel? Talvez altas aventuras, seguido de cenas cômicas. Mas, Raphael Montes, opta por algo mais impactante ao trazer como solução jantares secretos com um "toque especial". Eles decidem fazer um jantar secreto e com membros seletos dispostos a pagar um alto valor para arrecadarem o que precisavam. O que eles não previram era que o jantar seria um sucesso e um dos convidados começa a instigá-los  a fazerem mais, pois muitas pessoas estariam interessadas em experimentar a carne de gaivota. Dessa forma, tomados por questões, pessoais, éticas, de ego, entre outras, eles dão sequência a uma série de jantares luxuosos. 
A questão trazida é para se refletir, pois não é algo comum. A forma como o texto é escrito e os personagens carismáticos trazem um outro tom à leitura (que devo dizer é super rápida).  O autor insere sentimentos e características que os leitores podem se identificar e reconhecer como inerentes ao ser humano. É algo chocante e inimaginável. 
O toque final é o plot twist que te faz pensar "Mas como"?? Super recomendo a leitura para quem deseja se aventurar e novos gêneros literários e sair da zona de conforto da leitura.

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Nota: 5/5 + favoritado

sexta-feira, 29 de junho de 2018

RESENHA: Serafina e a Capa Preta


Editora: Valentina
Autor: Robert Beatty
Gênero: Fantasia
Páginas: 238

SinopseSerafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore. Braeden e Serafina deverão descobrir a verdadeira identidade do Homem da Capa Preta antes que todas as crianças...
A busca de Serafina a levará ao interior da mesma floresta que tanto aprendeu a temer. Lá, descobrirá um esquecido legado de magia, que tem relação com a sua própria origem. Para salvar as crianças, Serafina deverá procurar as respostas que solucionarão o quebra-cabeça do seu passado.

Serafina mora no porão da mansão Biltomre com o pai e ninguém lá sabe de sua existência. As regras impostas pelo pai são levadas a sério por ela, até o momento em que crianças começam a sumir misteriosamente e Serafina intrigada começa a investigar. Neste ínterim ela faz amizade com o jovem Vanderblit, sobrinho dos donos da mansão. Juntos eles tentam descobrir o que está aontecendo e investigam sorrateiramente todos os convidados da mansão.
Essa busca leva Serafina ao interior da floresta, a qual era proibida de entrar pelo seu pai que dizia que ela era amaldiçoada. Porém, por uma circunstância ela se vê dentro da floresta e uma vez lá dentro ela começa a descobrir os mistérios que ela guarda e os mistérios acerca de sua própria vida.
Eu simplesmente amei esse livro, me cativou de início a fim. A forma como o autor conduz a narrativa é cativante e fluída, instigando o leitor a se envolver em todas as questões que cercam a vida de Serafina.

Nota: 5/5 (favoritado)

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Snowy, meu livro

Olá pessoal!!!!

Hoje venho bem feliz dar boas notícias!!!! O livro que escrevi um tempinho atrás finalmente foi publicado hoje na Amazon no formato ebook para o Kindle!

E qual a sensação, você deve estar se perguntando... Ainda não sei explicar, é aquela de "é isso mesmo? E agora, será que as pessoas vão gostar"?
Acho que é normal bater essas dúvidas e tantas outras, porém, de nada adianta escrever e não espalhar para o mundo ver, certo?

Segue abaixo o link para compra e a foto da capa para vocês conferirem!

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

RESENHA: Perdido em Marte


Autor Andy Weir
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Gênero: ficção científica
Nota: 4/5

Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Para quem curte livros de ficção científica com uma pegada menos teórica esse é o livro! Acompanhamos aqui a rotina de Mark Watney após ele se recuperar de um acidente e se ver sozinho em Marte. Ele se vê sem comunicação com a NASA e diante de um monte de obstáculos para sobreviver. O que nos prende a essa narrativa é a forma bem humorada do astronauta e a forma como ele desenrola os problemas que enfrenta no meio do caminho. O formato de diário de bordo criado pelo autor, na minha opinião, foi uma excelente sacada para vermos toda a situação pelos olhos de Mark. 
O desenrolar da trama é bem construído e nos deixa tenso em várias situações até o derradeiro momento onde vamos descobrir se ele consegue ou não ser salvo.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

RESENHA: Corte de Névoa e Fúria


Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Records, 2016
Gênero: Ficção, literatura fantástica
Páginas: 658
Nota: 5/5

Sinopse: Neste segundo volume da série, Feyre a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes dos 7 Grão- Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano, incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim,  ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz, pois um antigo mal, muito pior que Amarantha se agita no horizonte e ameaça o mundo  de humanos e feéricos.

Eu fiquei um tanto relutante em ler o segundo volume, pois li o primeiro (Corte de Espinhos e Rosas) e achei normal ( na verdade achando que era mais uma releitura de A Bela e a Fera). Mas neste segundo volume, não sei explicar o misto de emoções e sensações que liberou dentro de mim durante a leitura. 
Feyre, agora uma feérica de coração humano retorna para a Corte Primaveril com Tamlin e está em meio aos preparativos para seu casamento com ele. Porém, ela já não se sente como pertencente àquela Corte e se incomoda com isso. Além do casamento eminente ela precisa cumprir o acordo feito do Rhysand e passar 1 semana com ele na Corte Noturna. 
É aí que começa a estória. Feyre, se sentindo presa na Corte Primaveril se vê livre e acolhida com Rhys na Corte Noturna. A relação entre eles é um misto de sensações e ela não entende muito bem o que está acontecendo com ela em relação a ele e ao círculo de amigos íntimos do mesmo. 
Feyre precisa aprender a lidar com todos os poderes que recebeu dos Grão Feéricos e uma vez que decide trabalhar com Rhys  e seu grupo precisa rapidamente aprender a controlar e descobrir quais poderes herdou durante sua transforação. Ela precisa estar pronta para encarar uma ameaça maior que Amarantha e lidar com seus sentimentos, ao mesmo tempo.
A escrita da autora é muito boa e consegue prender sua atenção, pois a cada capítulo você fica com gostinho de quero mais e muitas e muitas vezes durante a leitura você se vê perguntando "Oi? Como assim?". Quem era vilão, de fato não é e o faz parecer por um motivo muito particular. A relação que Feyre vai desenvolvendo com Rhys é  crescente e a forma como ela começa a enxergar Tamlin e a Corte Primaveril vai mudando também. E novamente perguntamos "WTF?". A estória é envolvente e você fica cada vez mais preso e cativado pelos personagens.

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

RESENHA: O Morro dos Ventos Uivantes

Autora: Emily Brontë
Editora: Landmark
Páginas: 303
Gênero: Romance de época
Nota: 5/5

Escrito em 1847, único livro de Emily Brontë, hoje é considerado um dos clássicos da literatura inglesa.
Fui instigada pela Renierè do canal Palavras Radioativas (https://www.youtube.com/watch?v=qL1tz8xoXY4&t=3s) para o Projeto #conhecendoautores a ler Emily Brontë. E por ser um romance de época, pelo período em que se passa, achei que não iria curtir. Mas, para minha surpresa, devorei o livro e adorei!
Aqui conhecemos os Earnshaw, os Linton, famílias que moram no Alto e na Granja, consecutivamente e Heathcliff no meio delas, ao ser adotado ainda pequeno pelo patriarca dos Earnshaw.
Ficamos sabendo dos dramas entre ambas as famílias através da narrativa de Nelly Dean, governanta dessas famílias. Ela conta a Mr. Lookwood, novo inquilino de uma das mansões, pois este fica curioso a respeito do seu senhorio e da estranha família que com ele vive.
Conhecemos a relação entre Catherine Earnshaw e Heathcliff e todo o drama que permeia essa relação de afeto e amizade entre eles, quando Cathy casa-se com Edgar Linton, causando assim amargura e fúria em Heathcliff, fazendo com que a relação entre eles fique abalada.
Após tentativas de vingança por tudo que sofreu nas mãos na família Earnshaw, Heathcliff enfim alcança seus objetivos , porém vive atormentado por não ter a sua Cathy, seu amor junto de si. Após sua morte ele culpa os Linton e se arma cada vez mais com justificativas e planos para se vingar de Edgar.
O que vemos neste protagonista anti herói, mas que em nada pode ser odiado pelo leitor, é uma loucura disfarçada de raiva e sede de vingança por aqueles que o fizeram sofrer toda sorte de humilhação. Vemos o vazio que sente dentro de si e ele acaba por perceber que nada disso realmente valeria a pena e faria sentido, pois não traria Catherine de volta à vida.

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quarta-feira, 11 de abril de 2018

RESENHA - É assim que acaba



 
Editora: Galera Record
Gênero: Romance
Páginas: 368


Sinopse: Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade.

Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.


Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.


Resenha feita pela Carol Vasconcelos (colaboradora do blog):



“É Assim que Acaba” é um livro que desde o título nos instiga a saber o seu final, razão pela qual, apesar de suas 368 páginas, finalizei sua leitura em 2 dias. Mas não se iludam pensando que a velocidade da leitura se deve a boa qualidade da história ou da escrita. Na verdade eu queria saber até onde a autora iria desenvolver a ideia – que não passou do nível rasteiro.

Li o livro a convite da Dani para que fosse resenhado esse mês no blog e ela, inteligentemente, teve o cuidado de não me falar nada a respeito o que fez com que minhas opiniões nascessem naturalmente a cada passar de página.

O livro traz à tona a questão da violência doméstica, mas peca (e muito) ao romantizar uma série de comportamentos que deveriam ser repudiados.
Primeiro os personagens principais (tanto femininos quanto masculinos) são bem sucedidos e bonitos o que cria aquele ambiente de vida perfeita e felicidade material genuína que tanto encanta a todos, mas que não existe. Os homens são fortes, másculos, mãos e braços prontos para “proteger”. As mulheres lindas, perfeitas, padrão plastificado da nossa sociedade consumidora de imagem, bem sucedidas em tudo o que fazem (mesmo quando fazem vários nadas), são capazes de transformar um lugar abandonado em uma obra prima do Design de Interiores apenas vendo o Pinterest.
 Os clichês são tantos e tão vazios que irritam dada sua irrealidade (e absurdo), exemplo disso são as várias passagens nas quais o personagem principal masculino vilão (sim, tem um outro personagem masculino, o “bonzinho”) aparece (sempre depois de uma atitude ridícula) de uniforme hospitalar azul. Ora, esse uniforme é usado por profissionais de saúde durante cirurgias...Desculpe mas é até possível um médico ir buscar a namoradinha (saco de pancadas) no trabalho vestindo um jaleco (para se exibir já que essa é uma prática bastante contestada), mas ir com a roupa que se usa em CIRURGIA?! WTF? E pra transar? Pareceu-me uma das várias tentativas desesperadas – e malfadadas - da autora para envolver o leitor.
Aliás, o livro tem passagens sexualmente apelativas e fantasiosas que giram bastante em torno da profissão do personagem principal masculino vilão (que é médico). Não vou discutir aqui o gosto por esse gênero que tem tomado espaço no mercado editorial, mas o que me chama a atenção – e preocupa – é misturar um assunto tão delicado e importante (violência doméstica) com fantasia sexual apelativa e, ainda, objetificar a mulher.
O agressor é tratado como vítima, como se ele tivesse motivos suficientes para praticar a violência. Um detalhe curioso é que em determinado trecho do livro, quando é explicado o seu trauma (e a razão pela qual agride a própria mulher), o leitor é informado que esse personagem faz terapia desde os 8 anos....( Sim, desde os OITO anos!) Incrível como mesmo estando em tratamento há tanto tempo ainda não aprendeu a controlar suas emoções. Mas claro, é preciso justificar o injustificável afinal ele é bonito, educado, rico, bem sucedido, e com uma profissão tradicionalmente valorizada (ah sim, e transa bem!).
Um livro com tantos clichês só podia ter um final clichê e previsível; e, claro, protegendo sempre o agressor como se boa pessoa fosse, afinal o fato de bater em uma mulher e a violenta-la não passa de um pequeno defeito (como se fosse um nariz torto em um rosto tão bonito)
O que mais me decepcionou nessa obra (meu primeiro contato com os livros de Collen Hoover e talvez o último) foi ver um assunto tão importante ser tratado de forma banal. Me surpreendeu saber que a inspiração da autora veio de sua infância, época que testemunhava a mãe sofrer em um relacionamento violento e abusivo. Acredito que essa experiência poderia gerar um livro que alertasse as mulheres sobre sua importância e valor; que esclarecesse que amar não tem nada a ver com violência (seja física ou psicológica) e um agressor não ama a vitima, apenas faz dela degrau para seu ego doentio se manter nas alturas.
Um livro escrito por quem já vivenciou a dor de ver uma mulher sendo subjulgada e espancada deveria ter como função social alertar mulheres que vivem nessa situação de que elas podem e devem se afastar o mais rápido possível desses homens e que não há romance algum em apanhar e ouvir um “eu te amo” arrependido dito por alguém com as mãos ainda cheias de sangue que beija os hematomas por ele mesmo fabricados.
Um livro que não passa de uma capa bonita (ou talvez nem isso).

terça-feira, 10 de abril de 2018

RESENHA: A Justiça Chama


Coleção Magia em Jogo
Autora: Annie Bellet
Editora: Avec
Páginas: 120
Gênero: Fantasia urbana

Sinopse: Jade Crow vive uma vida tranquila em sua loja de quadrinhos e jogos em Wylde, Idaho. Depois de vinte e cinco anos fugindo de um feiticeiro poderoso que quer comer seu coração e tomar seus poderes. Cercada por amigos ainda menos humanos do que ela, Jade acredita que está finalmente segura. Contanto que ela não use sua magia!
Quando os poderes escuros ameaçam a vida de seus amigos, aparece um executor transmorfo sexy. Ele é o juiz, o júri e o carrasco de um mundo pouco mundano e acha que Jade é o culpada. Para limpar seu nome, salvar seus amigos, e parar o vilão, ela terá que usar sua inteligência ... e seus poderes de feiticeira. Mas jade sabe que, assim que fizer isso, atrairá um inimigo muito mais letal.

Recebi esse livro na caixa de assinaturas do Clube Book in Box. Nunca tinha ouvido falar. Li em poucas horas e achei muito bom.
A escrita da autora é fluida e você não sente a leitura. Annie escreve de forma prática e em uma linguagem que conquista o leitor. Tem ação e dinamismo durante todo o livro, isso enpolga o leitor e instiga a curiosidade.
Jade Crow vive com tranquilidade em Wylde, Idaho, nos EUA. Depois de sofrer nas mãos de um ex que tenta matá-la. Viver entre os metamorfos sem ter sua identidade revelada é de certa forma uma segurança para ela. A única coisa que ela não pode fazer é usar magia para não ser encontrada.
A chegada de um Juiz metamorfo para investigar um assassinato achando que ela é a culpada faz com que uma série de acontecimentos decorram dai a partir de então. Jade, para ajudar seus amigos precisa usar sua magia, ainda que isso implique atrair um inimigo. Ao perceber que uma magia escura e de fora envolve os casos com os amigos metamorfos ela se utiliza de todo seu poder para ajudá-los ao máximo, Entre fugir e se manter segura e ajudar as pessoas que ama, ela opta pela segunda opção.
Agora é esperar pelo segundo volume....

Nota: 5/5

quarta-feira, 28 de março de 2018

RESENHA - O Peso do Pássaro Morto


O peso do pássaro morto

Gênero: Romance

Páginas: 168

Sinopse: A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim O peso do pássaro morto, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.


A trama é desenvolvida em uma narrativa poética onde a autora retrata passagens da vida da protagonista, entre os 8 e 52 anos. O que conduz a trama são as perdas que ela tem no decorrer a vida e sua maneira de lidar com elas. E, de certa forma, como elas a afeta ao longo da vida.
É uma abordagem de reflexão da vida da própria personagem e como ela encara as escolhas que teve na vida, o modo como conduz os acontecimentos e como se enxerga. Ao longo do tempo vemos a transformação dessa personagem, da leveza e inocência infantil à dureza e resiliência da vida madura.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Projeto Agatha Christie

Gente.... um tempinho atrás dei de cara com dois livros da Agatha Christie em uma super promoção na Saraiva. Não resisti e comprei os dois! E ai, ao começar a ler "Morte no Nilo" acabou me despertando a vontade de ler mais livros dela. Muitos anos atrás eu li vários, mas como tem bastante tempo decidi reler.
Buscando na internet (não sobre os livros de Agatha, mas outras coisas relacionadas à leitura) encontrei no blog Randomicidades (https://randomicidades.wordpress.com/projeto-agatha-christie/) o Projeto Agatha Christie, onde a Tabata (dona do blog) disponibiliza um pdf com toda a obra da autora e a proposta é ler todos os livros em ordem cronológica. Nem preciso dizer que os olhos brilharam diante da ideia! Sem pensar duas vezes, baixei o arquivo e pus no meu caderno de leituras (um dia mostro ele aqui par vocês!).
Passeando pelo Instagram, curti uma foto da Natalia (do @oceanode_palavras) um post sobre o Projeto Agatha Christie que ela está participando.... Atiçou minha curiosidade porque era outra ordem (fui procurar pela hashtag). Como sou curiosa e cara de pau fiz contato e descobri um grupo que está lendo junto alguns livros dela, não na ordem cronológica, mas topei na hora de participar!!!
Então pessoal, vocês que curtem um bom livro e querem participar da leitura na ordem cronológica é só entrar no endereço do blog que está lá em cima no texto e baixar o pdf!
Boa leitura!






quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

RESENHA - A Garota no Trem

A Garota no trem
Autora: Paula Hawkings
Editora Record
Páginas: 375

Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes - a quem chama de Jess e Janson -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess - na verdade Megan - está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

Quando peguei este livro para ler muitos disseram amar e outros detestar. Aí atiçou mais ainda minha curiosidade. Peguei o livro emprestado com minha mãe (que disse achar chaaato). 
Este livro pode facilmente ser considerado um thriller psicológico. Aqui conhecemos Rachel, uma mulher alcólatra e separada do marido há dois anos após descobrir sua traição. Rachel pega o trem todo dia pela manhã e retorna no fim do dia. Sempre em seu trajeto ela observa tudo ao redor, as casas, as pessoas, o clima, inclusive a casa onde morou com o ex marido. Nesse trajeto rotineiro ela sempre vê um casal no qual fica obcecada e cria em sua mente histórias sobre os dois. Porém ela testemunha uma cena que a choca em um desses dias pela janela do trem. Ela fica então atordoada em saber que a mulher a qual admira pela janela do trem (e que criou todo um enredo para a vida desta mulher) desaparece. Rachel torna missão de sua vida encontrar esta mulher e quer contar o que viu no dia pela janela do trem. O problema é que ela bebe demais e nunca se lembra do que acontece no momento de embriaguez. Nessa neura de querer descobrir o paradeiro de Megan (e certa de que vai conseguir) ela conta à polícia o que viu e se aproxima do marido da mulher desaparecida.  Diversas situações acontecem e uma em especial ela não consegue se recordar. Muitas das vezes tenta falar com o ex marido, porém a atual mulher não a suporta e faz de tudo para mantê-la afastada da vida deles e da filha. Rachel, aos poucos, alucinada pelo sumiço de Megan começa a investigar e aos poucos lembrar da noite em que ficou extremamente bêbada. Essas lembranças que vão voltando aos poucos é o que fazem com que ela ligue os pontos dessa confusão toda.
Eu gostei da personagem, embora muita gente a ache chata. É uma personagem bem rica e achei que foi bem trabalhada pela autora. A trama em si é bem escrita. Acho que o que pode causar um afastamento do leitor é a sensação de repetição das ações ao longo do livro. Mas nas entrelinhas podemos perceber as  nuances de como a trama se desenvolve.
Só faço uma pequena ressalva, para mim, o final poderia ser mais explorado e a autora poderia ter detalhado mais um pouco a relação dela com o marido e as crises de embriaguez dela (e a relação que isso tem com o momento presente).

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Nota: 8.5/10

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

[RESENHA] Amor e Gelato


Autora: Jenna Evans Welch
Editora: Intrínseca
Paginas: 320
Gênero: Ficção

Sinopse:Depois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali.
Mas as coisas começam a mudar quando ela recebe um antigo diário da mãe. Nele, a menina embarca em uma misteriosa história de amor, que pode explicar suas próprias origens. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração.
Uma trajetória que fará Lina descobrir o amor, a si mesma e também aprender a lidar com a perda. Amor & gelato é uma deliciosa viagem pelos mais românticos pontos turísticos italianos, com direito a tudo de mais intenso que o lugar tem a oferecer: desde paixões até corações partidos.

Que leitura rápida! Finalizei em dois dias! Aqui acompanhamos a viagem de Lina à Florença. Sua mãe morre devido a um câncer e a faz prometer que vai conhecer Florençca (onde vivei e estudou por um tempo). Ela então descobre que seu pai mora lá, porém não entende o que a mãe queria com isso tudo. Ao chegar ela recebe de uma amiga da sua mãe o diário dela. Através desse diário ele passa a conhecer como sua mãe viveu durante o período que passou em Florença, suas aventuras, amores e desamores. E, sobretudo, vê Florença atrás dos olhos da mãe. E para desvendar todos os fatos que a mãe descreve ela conta com a ajuda do recém amigo que ela faz por lá. 
Achei um livro de sinopse simplória e de leitura simples. Eu esperava um roteiro com um pouco mais de intensidade, embora ache que a autora cumpriu sua proposta. Mas acho que alguns pontos poderiam ser mais bem explorados ao longo do livro, pois deixa o leitor com expectativas.

Nota:7/10




sábado, 27 de janeiro de 2018

[RESENHA] Tartarugas até lá embaixo


Autor: John Green
Editora Intrínseca
Páginas: 256
Gênero: Ficção

SinopseDepois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.
Aza Holmes, personagem principal possui transtorno de ansiedade e vive em seu próprio mundo, ou seja, dentro de sua cabeça e seus pensamentos. Em "espirais" como ela mesma diz, em uma repetição profunda dos temores e questionamentos de doenças que pode pegar e que assolam seu psicológico.
Ela e Daisy (sua melhor amiga) se embrenham em descobrir o paradeiro de um figurão que desapareceu após descobrir que seria preso. No entanto, o filho dele, Davis conhecia Aza de quando eram crianças e nessa de quererem desvendar o caso por causa da recompensa faz com que os dois se aproximem.
Aza, ao mesmo tempo em que quer se relacionar com Davis tem medo que o contato físico com ele transmita inúmeros micróbios para ela, supondo que podem levá-la a morte. Isso faz com que ela se abra com ele contanto suas neuras, de modo que não conseguia fazer com a melhor amiga.
Após sofrer um acidente de carro com  a amiga e sofrer uma séria lesão, onde precisa ficar no hospital, sua neura em relação a doenças a faz surtar, assumindo então que não está bem e sendo visitada por sua terapeuta todos os dias para fazer o tratamento corretamente. O que a leva ao fundo do poço faz também com que ela se aceita, compreenda o que tem e que de fato aceite o tratamento sem burlar as regras impostas por sua medica.
O livro é bem escrito, porém não há nada de excepcional (na minha opinião e talvez porque não seja exatamente o tipo de livro que estou habituada a ler)
Aza, em alguns momentos pode se tornar extremamente chata, por ser repetitiva e neurótica, porém esses são sintomas do seu distúrbio. Davis, do meu ponto de vista, aparece em sua vida para que ela comece a se questionar e tente de algum modo compreender o que se passa com ela psicologicamente, porque ao mesmo tempo que ela quer estar perto dele não consegue beijá-lo por conta de suas neuroses. Davis é um gatilho para ela internalizar seu problema e buscar solução para viver em harmonia com ele (o problema) e com ela mesma.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

[RESENHA] O Labirinto dos Espíritos


O Labirinto dos Espíritos
Autor: Carlos Ruiz Záfon
Páginas: 675
Editora: Suma de Letras

Sinopse: Livro IV da série O Cemitério dos Livros Esquecidos. Madrid, anos 1950. Alicia Gris é uma alma nascida das sombras da guerra, que lhe tirou os pais e lhe deu em troca uma vida de dor crônica. Investigadora talentosa, é a ela que a polícia recorre quando o ilustre ministro Mauricio Valls desaparece; um mistério que os meios oficiais falharam em solucionar. Em Barcelona, Daniel Sempere não consegue escapar dos enigmas envolvendo a morte de sua mãe, Isabella. O desejo de vingança se torna uma sombra que o espreita dia e noite, enquanto mergulha em investigações inúteis sobre seu maior suspeito — o agora desaparecido ministro Valls. Os fios dessa trama aos poucos unem os destinos de Daniel e Alicia, conduzindo-os de volta ao passado, às celas frias da prisão de Montjuic, onde um escritor atormentado escreveu sobre sua vida e seus fantasmas; aos últimos dias de vida de Isabella, com seus arrependimentos e confissões; e a intrigas ainda mais perigosas, envolvendo figuras capazes de tudo para manter antigos esqueletos enterrados.

E enfim li o quarto livro da saga. O que dizer?! Amo todos os livros do Zafon. Neste volume, ele consegue abordar assuntos novos, mas conectando todos os personagens dos 3 livros anteriores sem que fique algo repetitivo e todas as pontas estão amarradas. Conforme você lê, vai lembrando de um fato ou outro do outro livro e a forma como ele conecta as estórias é maravilhosa.
neste livro conhecemos Alicia Gris, que no passado teve contato com Férmin Romero de Torres (meu preferido sem sombra de dúvidas). Ela trabalha para uma espécie de serviço secreto e sua última missão é investigar o desaparecimento do Ministro Valls, e durante sua investigação ela se depara com a família Sempere.
Como nos outros livros sempre há um escritor com passado obscuro e um livro misterioso que a leva por caminhos que ela não imaginava chegar.
A narrativa do autor é excepcional e recomendo a todos!
Nota: 10/10


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

[RESENHA] Piano Vermelho


Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Gênero: Ficção
Nota: 8/10

SinopseEx-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.

Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Resenha: E mais um livro do Malerman lido. Confesso que embalei na leitura antes de mais nada por ter devorado Caixa de Pássaros (do mesmo autor).
Philip é um músico do exército que foi para a guerra. Quando retorna continua com a banda e durante um ensaio recebem uma visita que lhes propõe uma tarefa um tanto quando misteriosa no deserto. O que eles não tem noção é do que vão enfrentar para localizar o tal som misterioso.
Depois de acordar de um coma, ele se vê preso à cama do hospital sem saber o que aconteceu com ele. Com a ajuda da enfermeira Ellen, ele aos poucos vai recobrando à sua memória. Paralelo a isso, ele recebe visitas de oficiais do governo, que junto com o médico, tentam acelerar seu processo de cura para que ele retorne. Ele não sabe o que aconteceu aos amigos e nem mesmo o que estão fazendo com ele no hospital.
O livro tem capítulos de vai e vem. Um fala sobre o momento presente dele no hospital e o outro da aventura proposta a ele e os Danes. Durante toda a leitura você não consegue saber o que eles estão procurando. O leitor segue na mesma pista que os personagens. Acontecem fatos "surreais" até Philip chegar em um determinado local, sozinho. 
E assim o livro transcorre, um misto de ficção e fantasia. O texto é bem guiado pelo autor, porém nesse livro eu senti falta da tensão, do "o que será que acontece agora?" ao passar para o capítulo seguinte.
O final me decepcionou um pouco. Me deu a impressão de que o autor queria fechar a trama, mas que não sabia como e fez um final "cuspido". Eu entendi de uma forma, e minha mãe que também leu, entendeu de outra. Não sei se essa é a intenção do autor (deixar o entendimento do desfecho à gosto do leitor) ou se fica mesmo confuso o que ele quer que seja no final. Na minha opinião o final poderia ser mais elaborado para não frustrar toda a leitura. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Como criar metas

E 2018 começou e sempre que um novo ano se inicia sempre desejamos muitas coisas e criamos algumas metas para o ano certo?
Mas, você sabe desenvolver uma meta? 
Lendo a respeito e assistindo a um dos vídeos do canal Me Poupe, da Nath Arcuri (https://www.youtube.com/watch?v=eMQZRHoIgtQ&t=459s), pensei: por que não ajudar a espalhar a ideia? Criar metas é fácil, mas será que conseguimos fazer o necessário para atingi-las?

A primeira coisa que devemos fazer é anotar em um papel todos os nossos desejos, tudo aquilo que queremos alcançar. Não deixe nada de fora neste primeiro momento. 
Depois separamos as metas em: 
1) Curtíssimo prazo (3 meses);
2) Curto prazo (até 1 ano);
3) Médio prazo (até 5 anos);
4) Longo prazo (acima de 10 anos).
Agora que temos tudo listado vamos separar esses desejos entre esses prazos definidos acima. O ideal é você saber avaliar aquilo que realmente quer e é importante para você e assim organizar sua lista.
Não apenas liste sua sua, defina ela, escreva porque você deseja tal coisa, o quanto precisa para realizar, o prazo para acontecer. Só assim temos mais clareza do que precisamos fazer para atingir a meta  e ela não ficar apenas sendo um desejo.
E aí podemos usar as seguintes perguntas:
- O que eu quero?
-Quando farei isso?
-Com quem farei?
- Por que quero isso?
- Para que eu quero?
- Quanto tempo é necessário?
- Quanto custa?
- Como fazer?

É isso galera. Espero poder ter ajudado um pouco. E vamos com tudo para realizarmos grandes metas a partir de 2018!