sábado, 27 de janeiro de 2018

[RESENHA] Tartarugas até lá embaixo


Autor: John Green
Editora Intrínseca
Páginas: 256
Gênero: Ficção

SinopseDepois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.
Aza Holmes, personagem principal possui transtorno de ansiedade e vive em seu próprio mundo, ou seja, dentro de sua cabeça e seus pensamentos. Em "espirais" como ela mesma diz, em uma repetição profunda dos temores e questionamentos de doenças que pode pegar e que assolam seu psicológico.
Ela e Daisy (sua melhor amiga) se embrenham em descobrir o paradeiro de um figurão que desapareceu após descobrir que seria preso. No entanto, o filho dele, Davis conhecia Aza de quando eram crianças e nessa de quererem desvendar o caso por causa da recompensa faz com que os dois se aproximem.
Aza, ao mesmo tempo em que quer se relacionar com Davis tem medo que o contato físico com ele transmita inúmeros micróbios para ela, supondo que podem levá-la a morte. Isso faz com que ela se abra com ele contanto suas neuras, de modo que não conseguia fazer com a melhor amiga.
Após sofrer um acidente de carro com  a amiga e sofrer uma séria lesão, onde precisa ficar no hospital, sua neura em relação a doenças a faz surtar, assumindo então que não está bem e sendo visitada por sua terapeuta todos os dias para fazer o tratamento corretamente. O que a leva ao fundo do poço faz também com que ela se aceita, compreenda o que tem e que de fato aceite o tratamento sem burlar as regras impostas por sua medica.
O livro é bem escrito, porém não há nada de excepcional (na minha opinião e talvez porque não seja exatamente o tipo de livro que estou habituada a ler)
Aza, em alguns momentos pode se tornar extremamente chata, por ser repetitiva e neurótica, porém esses são sintomas do seu distúrbio. Davis, do meu ponto de vista, aparece em sua vida para que ela comece a se questionar e tente de algum modo compreender o que se passa com ela psicologicamente, porque ao mesmo tempo que ela quer estar perto dele não consegue beijá-lo por conta de suas neuroses. Davis é um gatilho para ela internalizar seu problema e buscar solução para viver em harmonia com ele (o problema) e com ela mesma.

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