quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

RESENHA - A Garota no Trem

A Garota no trem
Autora: Paula Hawkings
Editora Record
Páginas: 375

Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes - a quem chama de Jess e Janson -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess - na verdade Megan - está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

Quando peguei este livro para ler muitos disseram amar e outros detestar. Aí atiçou mais ainda minha curiosidade. Peguei o livro emprestado com minha mãe (que disse achar chaaato). 
Este livro pode facilmente ser considerado um thriller psicológico. Aqui conhecemos Rachel, uma mulher alcólatra e separada do marido há dois anos após descobrir sua traição. Rachel pega o trem todo dia pela manhã e retorna no fim do dia. Sempre em seu trajeto ela observa tudo ao redor, as casas, as pessoas, o clima, inclusive a casa onde morou com o ex marido. Nesse trajeto rotineiro ela sempre vê um casal no qual fica obcecada e cria em sua mente histórias sobre os dois. Porém ela testemunha uma cena que a choca em um desses dias pela janela do trem. Ela fica então atordoada em saber que a mulher a qual admira pela janela do trem (e que criou todo um enredo para a vida desta mulher) desaparece. Rachel torna missão de sua vida encontrar esta mulher e quer contar o que viu no dia pela janela do trem. O problema é que ela bebe demais e nunca se lembra do que acontece no momento de embriaguez. Nessa neura de querer descobrir o paradeiro de Megan (e certa de que vai conseguir) ela conta à polícia o que viu e se aproxima do marido da mulher desaparecida.  Diversas situações acontecem e uma em especial ela não consegue se recordar. Muitas das vezes tenta falar com o ex marido, porém a atual mulher não a suporta e faz de tudo para mantê-la afastada da vida deles e da filha. Rachel, aos poucos, alucinada pelo sumiço de Megan começa a investigar e aos poucos lembrar da noite em que ficou extremamente bêbada. Essas lembranças que vão voltando aos poucos é o que fazem com que ela ligue os pontos dessa confusão toda.
Eu gostei da personagem, embora muita gente a ache chata. É uma personagem bem rica e achei que foi bem trabalhada pela autora. A trama em si é bem escrita. Acho que o que pode causar um afastamento do leitor é a sensação de repetição das ações ao longo do livro. Mas nas entrelinhas podemos perceber as  nuances de como a trama se desenvolve.
Só faço uma pequena ressalva, para mim, o final poderia ser mais explorado e a autora poderia ter detalhado mais um pouco a relação dela com o marido e as crises de embriaguez dela (e a relação que isso tem com o momento presente).

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Nota: 8.5/10

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